Apaixonados por animais marinhos e pela história do litoral norte encontram no Museu de Ciências Naturais (Mucin), em Imbé, a oportunidade perfeita para conhecer um pouco mais sobre esse ecossistema. Administrado pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), o museu apresenta ao visitante um ambiente com elementos que vão desde a Mata Atlântica, passando por áreas úmidas, até chegar na beira da praia e o mar.
“Nosso estado tem uma biodiversidade muito significativa, que no mesmo dia podemos ver animais que são completamente adaptados a Mata Atlântica e no final da tarde, animais adaptados ao ambiente marinho”, explica o museólogo Lucas Marates.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Desde 2025 uma exposição especial no segundo piso aborda a Ilha dos Lobos, localizada em Torres e única ilha do Estado. “Apresentamos um pouco de sua formação, quem são os habitantes dessa ilha, além de todo o trabalho de pesquisa e conservação feito lá.”
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O Mucin fica na Avenida Tramandaí, 976 e a entrada custa R$ 10, estudantes pagam R$ 5, enquanto pessoas a partir dos 60 anos e crianças com 6 anos ou menos estão isentas.
Baleia que encalhou no RS
Uma das atrações mais visitadas é o esqueleto de uma baleia jubarte. “A espécie é uma das mais conhecidas do mundo, vistas principalmente no Rio de Janeiro e na Bahia. No entanto, no Rio Grande do Sul a migração ocorre longe da costa e alguns indivíduos acabam tendo problemas de saúde, vindo em direção da praia e consequentemente, encalhado”, esclarece Marates.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
O esqueleto em questão é da primeira história de resgate com animal de grande porte no litoral gaúcho. O museólogo conta que o episódio aconteceu em agosto de 2010, em Capão Novo. “A baleia encalhou com vida, foi feito todo um trabalho de remoção para tirar do banco de areia, sendo devolvido à navegação. Entretanto, no dia seguinte, [a baleia] apareceu em óbito.”
Na sequência, pesquisadores fizeram a necropsia do animal, descobrindo que se tratava de um macho da espécie jubarte. “Foi então descoberto que o animal tinha problemas de formação nos rins, ou seja, não teríamos como tratar aqui no Ceclimar.”
Brilho nos olhos das crianças
Entre os visitantes do museu, destaque para as crianças, que ficam com os olhos brilhando durante a visita. Moradores de Porto Alegre, Jonas Saute e Janine Silveira aproveitaram a semana para levar dois filhos, de 3 anos e de 9 meses.
“Meu pai lembrou do Museu. Fazia 20 anos que não vinha, então quis apresentar para a minha filha, que adora baleias”, afirma Jonas.
Questionado sobre mudanças no museu, ele confirma que muita coisa está diferente. “Na época era possível inclusive visitar animais que estavam se recuperando no Celumar.”
Por gostar de baleias, a filha de Jonas ficou muito curiosa com a história por trás do esqueleto. “Ela queria saber como a baleia havia morrido, assim como os outros animais empalhados. Isso é um aprendizado também para nós como pais, saber como explicar. Já conversamos com ela, é bem importante.”
O mesmo encantamento aconteceu com Aimê, de 3 anos. Ela foi ao museu com os pais, Ricardo Santiago e Leslyê Glashorester, de Cachoeira do Sul. “Estamos veraneando em Tramandaí, então pesquisei o que tinha de diferente para fazer na região e descobrimos o museu”, afirma Leslyê.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Ricardo conta que eles costumam vir há anos para Tramandaí no verão, mas não conheciam o espaço em Imbé. “É bem interessante, valeu a pena ter vindo. A Aimê gostou muito das histórias dos leões marinhos, até pediu um para levar para casa e colocar na piscina”, brinca.