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CENTRAL DE VERÃO

VÍDEO: Média de 900 animais silvestres são atendidos por ano no Ceclimar; conheça as espécies em recuperação

Objetivo é que animais voltem à natureza após recuperação completa

VÍDEO: Média de 900 animais silvestres são atendidos por ano no Ceclimar; conheça as espécies em recuperação
Publicado em: 29/01/2026 às 14h:40 Última atualização: 29/01/2026 às 21h:08
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Administrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) vai muito além do museu, pesquisas e especializações. Centenas de animais são reabilitados anualmente pelos profissionais que atuam no Centro.

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A média é de 900 atendimentos por ano na sede, localizada em Imbé, no litoral norte. Até quinta-feira (29), 17 animais, entre aves, répteis e mamíferos, passavam por algum tipo de tratamento no local.

Derek é veterinário no Ceclimar  | abc+



Derek é veterinário no Ceclimar

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Segundo o veterinário Derek Amorim, servidor público no Ceclimar desde 2013, os pacientes nem sempre são espécies marinhas. “Atendemos serpentes e muitos gambás, por exemplo. No caso dos gambás, são atacados por cães ou atropelados.”

A área de atuação vai de Torres até Palmares do Sul. “Agora estamos participando de um projeto para monitoramento da praia. Animais debilitados são recolhidos para a reabilitação. Temos a incidência maior de aves durante o verão, enquanto no inverno aparecem lobos-marinhos e aves marinhas, como o pinguim.”

Por conta do projeto, além dele, outros quatro veterinários terceirizados estão atuando no Ceclimar. “São oito meses, espero que esse contingente permaneça, é muito importante.”

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Questionado sobre o que fez direcionar sua carreira para a área de atuação específica, Amorim é objetivo. “O amor e interesse pela vida de animais silvestres. Isso me motivou a estudar e ajudar na causa.”

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Espécies no Ceclimar atualmente

Amorim esclarece que muitos animais ficam debilitados por conta da ação humana. “Como a quantidade de plástico no Oceano, por exemplo.” Enquanto outros acabam adoecendo pelo impacto indireto. “É o caso de metais pesados no mar.”

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Lobo-marinho em recuperação no Ceclimar | abc+



Lobo-marinho em recuperação no Ceclimar

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Um dos espécimes que está se recuperando no Centro é o Biguá, ave aquática também conhecida como corvo-marinho.

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“Essa espécie costuma ser vista no Brasil inteiro, especialmente na beira da praia ou em água doce. O que está aqui chegou há mais ou menos seis dias, bastante debilitado. O primeiro passo é deixá-lo em um lugar bem aquecido e, de acordo com a avaliação, vai para a área externa.”

Há também o caso de um Anu-branco, que caiu no piche durante um processo de asfaltamento e perdeu as penas do peitoral. “Ele veio para cá, limpamos, tratamos e agora estamos aguardando a penagem crescer para que ele retorne ao meio ambiente.

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Um quero-quero sem uma asa aguarda encaminhamento, assim como tartarugas-de-água-doce-americana, que não são nativas da América do Sul, portanto não podem ser devolvidas à natureza.

Apesar de comuns no inverno, uma fêmea de lobo-marinho também está sendo tratada. O jovem animal, com pouco mais de 1 ano, chegou ao Ceclimar há três meses com um ferimento grande nas costas.

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“Ela está trocando a pelagem e voltando a comer sozinha, por ser um ferimento grande, demorou para cicatrizar, mas devemos fazer a soltura em breve”, salienta. A suspeita é que o ferimento tenha sido causado por alguma hélice de barco, entretanto, a tese não foi confirmada.

Já a Atobá-pardo, conhecida como Véia, não pôde voltar para a natureza. Ela tem uma deficiência no bico, que a impedia de pescar, além de não ter uma asa. “A Véia está há 16 anos aqui.”

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Como não foi encaminhada para um dos destinos de animais que não podem retornar à natureza, a ave acabou permanecendo e tornando-se uma habitante fixa do Ceclimar, inclusive “ajudando” na recuperação de pinguins, que ficam na mesma piscina quando estão de passagem.



Diferenças no tratamento de animais silvestres

No que se refere ao tratamento de animais silvestres, Amorim relata que não existem muitas diferenças em comparação com animais domésticos. “Usamos medicamentos como anti-inflamatórios, realizamos cirurgias, sempre respeitando a característica de cada animal.”

Para auxiliar na readaptação dos animais reabilitados ao habitat natural, o veterinário diz que nomes são evitados no Ceclimar. “Evitando assim criar vínculos. Não os condicionamos ao ser humano. Isso facilita na hora da soltura e sobrevivência”, completa.

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Veja o vídeo

 

Ceclimar atende média de 900 animais por ano em Imbé
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