abc+

ABC NAS RUAS

VÍDEO: Usuários de ônibus ainda se adaptam às mudanças no transporte público de Novo Hamburgo

Passageiros esperam que alterações melhorem funcionamento do MixMob especialmente nos finais de tarde

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 20/10/2025 às 14h:46 Última atualização: 20/10/2025 às 14h:54
Publicidade

As mudanças nos itinerários e horários do transporte público em Novo Hamburgo começaram a valer nesta segunda-feira (20).

Publicidade

As alterações fazem parte da reestruturação do sistema integrado MixMob, que tem como objetivo otimizar o uso da frota e ampliar a cobertura em algumas regiões da cidade. [Assista ao vídeo ao final desta reportagem].

Circulação de ônibus no primeiro horário da manhã no Paradão da Primeiro de Março foi considerado normal pelos passageiros | abc+



Circulação de ônibus no primeiro horário da manhã no Paradão da Primeiro de Março foi considerado normal pelos passageiros

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

LEIA AQUI: Frigorífico Zimmer, de Parobé, desliga 95 colaboradores; entenda o motivo

O primeiro dia de implantação foi marcado por uma rotina praticamente normal. Durante cerca de 30 minutos de observação da reportagem no Paradão da Rua Primeiro de Março, no Centro, mais de 40 ônibus passaram pelo ponto.

Por isso, os impactos das mudanças foram pequenos e o funcionamento foi percebido como rotineiro, sem registros de transtornos significativos no deslocamento dos usuários.

Publicidade

CONFIRA AINDA: Empresária e filho são rendidos e amarrados por criminosos em Novo Hamburgo; prejuízo se aproxima de R$ 200 mil

A expectativa dos passageiros é de que essas alterações sejam a solução para as dificuldades enfrentadas nos últimos meses no trajeto do bairro para o Centro, especialmente entre o final da tarde e início da noite, quando precisam se deslocar ao trabalho.

Neusa Duarte avalia que ainda será preciso um tempo para assimilar as mudanças | abc+



Neusa Duarte avalia que ainda será preciso um tempo para assimilar as mudanças

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Publicidade

Neusa Duarte, 63 anos, afirma que a principal dificuldade dos últimos meses diz respeito à imprevisibilidade dos horários.

“Estou notando que ou atrasa demais, ou vem adiantado. A gente nunca tem segurança (nos horários). Tu olha o horário que está no itinerário, mas o ônibus não vem. E quando passa, às vezes é fora da hora. Então, tu perde, ou tem que pegar um Uber”, conta.

Publicidade

VEJA TAMBÉM: Do frio ao redor de zero ao calor de 30°C: Saiba quando cenário muda no RS

A moradora avalia que ainda será preciso um tempo para assimilar as mudanças. “Vamos ver como vai funcionar essa semana, principalmente do bairro para o Centro. Dizem que vai ter um às 16h30 e outro às 17 horas para o Kephas, mas a gente nunca sabe se vai sair certinho. Se vier no horário, ótimo”, completa.

NOTA FISCAL GAÚCHA: Login terá mudança e passa a ser com a conta gov.br; saiba quando

Publicidade

Angelita Roedel, 47, também observa com cautela as alterações e teme que as mudanças possam complicar ainda mais a rotina de quem depende do transporte público.

“É sempre complicado, ainda mais para nós que vamos e voltamos do serviço. Eu pego quatro ônibus por dia. O motorista comentou que não vai mais ter o Rincão/Vila Becker, e isso complica”, pontua.

Publicidade

Segundo ela, nesta segunda-feira de manhã, o ônibus apareceu normalmente. “Mas disseram que a partir de agora pode mudar. Já aconteceu de não passar e eu precisar pegar outro que faz toda a volta no bairro para conseguir chegar, mas aí chego quase 20 horas em casa, no Canudos, após sair às 17 horas do bairro Operário”, afirma.

Angelita Roedel afirma que nesta segunda-feira (20) o ônibus apareceu normalmente, mas motorista alertou que linha pode sofrer alterações nos próximos dias | abc+



Angelita Roedel afirma que nesta segunda-feira (20) o ônibus apareceu normalmente, mas motorista alertou que linha pode sofrer alterações nos próximos dias

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Publicidade

A moradora de São Leopoldo, Andréa Vieira Martins, 51, conta que, por vezes, precisa recorrer a outra empresa de ônibus para conseguir completar o trajeto de volta para casa.

“A gente acaba perdendo um ônibus e tem que esperar outro. Às vezes, o Rincão não passa, e aí pegamos (o ônibus de) outra empresa. Fica difícil depender só de uma linha”, explica.

EMPREGO: Rede de atacarejo realiza feirão com mais de 100 vagas; veja cidades e como participar

“Implementação gradativa”

De acordo com o diretor de Transporte de Novo Hamburgo, Eliseu Raimundo, a implementação das mudanças está ocorrendo de forma gradativa e deve se estender até a próxima semana.

“Não está 100% efetivada ainda. É uma implementação gradativa a partir de hoje, e temos o trabalho pela frente para que, na segunda-feira que vem, o sistema esteja totalmente consolidado. Durante a semana, vamos monitorar e fazer os ajustes necessários”, afirma.

Eliseu Raimundo é o diretor de Transporte de Novo Hamburgo | abc+



Eliseu Raimundo é o diretor de Transporte de Novo Hamburgo

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Raimundo também reforça que a redução do número de linhas, que passou de 106 para 93, não significa diminuição no atendimento, e sim a incorporação de itinerários e ajustes para melhor aproveitamento da frota conforme a demanda.

“É importante esclarecer que não há redução de assistência aos locais, e sim a incorporação de itinerários a outras linhas”, comenta.

CLIQUE AQUI: Assine o ABCmais e apoie o jornalismo profissional

Veja vídeo

Usuários do transporte público de Novo Hamburgo ainda assimilam mudanças implementadas

ENTRE NO CANAL DO ABCMAIS NO WHATSAPP

Além disso, segundo ele, quase todas as grades receberam, nos horários de pico, o acréscimo de um ou dois horários, especialmente em Lomba Grande. “Regiões que antes não eram atendidas, como a Vila Brasília, passam agora a ter linhas regulares durante a semana e até nos finais de semana”, explica.

Publicidade