As mudanças nos itinerários e horários do transporte público em Novo Hamburgo começaram a valer nesta segunda-feira (20).
As alterações fazem parte da reestruturação do sistema integrado MixMob, que tem como objetivo otimizar o uso da frota e ampliar a cobertura em algumas regiões da cidade. [Assista ao vídeo ao final desta reportagem].

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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O primeiro dia de implantação foi marcado por uma rotina praticamente normal. Durante cerca de 30 minutos de observação da reportagem no Paradão da Rua Primeiro de Março, no Centro, mais de 40 ônibus passaram pelo ponto.
Por isso, os impactos das mudanças foram pequenos e o funcionamento foi percebido como rotineiro, sem registros de transtornos significativos no deslocamento dos usuários.
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A expectativa dos passageiros é de que essas alterações sejam a solução para as dificuldades enfrentadas nos últimos meses no trajeto do bairro para o Centro, especialmente entre o final da tarde e início da noite, quando precisam se deslocar ao trabalho.

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Neusa Duarte, 63 anos, afirma que a principal dificuldade dos últimos meses diz respeito à imprevisibilidade dos horários.
“Estou notando que ou atrasa demais, ou vem adiantado. A gente nunca tem segurança (nos horários). Tu olha o horário que está no itinerário, mas o ônibus não vem. E quando passa, às vezes é fora da hora. Então, tu perde, ou tem que pegar um Uber”, conta.
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A moradora avalia que ainda será preciso um tempo para assimilar as mudanças. “Vamos ver como vai funcionar essa semana, principalmente do bairro para o Centro. Dizem que vai ter um às 16h30 e outro às 17 horas para o Kephas, mas a gente nunca sabe se vai sair certinho. Se vier no horário, ótimo”, completa.
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Angelita Roedel, 47, também observa com cautela as alterações e teme que as mudanças possam complicar ainda mais a rotina de quem depende do transporte público.
“É sempre complicado, ainda mais para nós que vamos e voltamos do serviço. Eu pego quatro ônibus por dia. O motorista comentou que não vai mais ter o Rincão/Vila Becker, e isso complica”, pontua.
Segundo ela, nesta segunda-feira de manhã, o ônibus apareceu normalmente. “Mas disseram que a partir de agora pode mudar. Já aconteceu de não passar e eu precisar pegar outro que faz toda a volta no bairro para conseguir chegar, mas aí chego quase 20 horas em casa, no Canudos, após sair às 17 horas do bairro Operário”, afirma.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A moradora de São Leopoldo, Andréa Vieira Martins, 51, conta que, por vezes, precisa recorrer a outra empresa de ônibus para conseguir completar o trajeto de volta para casa.
“A gente acaba perdendo um ônibus e tem que esperar outro. Às vezes, o Rincão não passa, e aí pegamos (o ônibus de) outra empresa. Fica difícil depender só de uma linha”, explica.
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“Implementação gradativa”
De acordo com o diretor de Transporte de Novo Hamburgo, Eliseu Raimundo, a implementação das mudanças está ocorrendo de forma gradativa e deve se estender até a próxima semana.
“Não está 100% efetivada ainda. É uma implementação gradativa a partir de hoje, e temos o trabalho pela frente para que, na segunda-feira que vem, o sistema esteja totalmente consolidado. Durante a semana, vamos monitorar e fazer os ajustes necessários”, afirma.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Raimundo também reforça que a redução do número de linhas, que passou de 106 para 93, não significa diminuição no atendimento, e sim a incorporação de itinerários e ajustes para melhor aproveitamento da frota conforme a demanda.
“É importante esclarecer que não há redução de assistência aos locais, e sim a incorporação de itinerários a outras linhas”, comenta.
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Além disso, segundo ele, quase todas as grades receberam, nos horários de pico, o acréscimo de um ou dois horários, especialmente em Lomba Grande. “Regiões que antes não eram atendidas, como a Vila Brasília, passam agora a ter linhas regulares durante a semana e até nos finais de semana”, explica.