Após quatro semanas de portões fechados, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), anunciou nesta sexta-feira (12) a reabertura ao público do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
A visitação já pode ser feita a partir deste sábado (dia 13) e domingo (14), das 9 às 17 horas. O local fechou no dia 15 de maio, após a morte de cisnes naquela semana. Às segundas-feiras, o local é comumente fechado para manutenção, reabrindo na terça-feira.
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Foto: arquivo/Zoológico de Sapucaia do Sul
A decisão de reabertura, segundo nota do Estado, foi tomada após 15 dias sem registro de mortes de aves e com base em avaliações técnicas e laboratoriais que atestaram a segurança sanitária do local para visitantes.
Foram realizadas coletas e análises laboratoriais que descartaram a presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), Doença de Newcastle e outros agentes virais. O diagnóstico conclusivo, concluído na terça-feira (dia 9), apontou botulismo, enfermidade causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.
De acordo com as equipes técnicas, o botulismo não representa risco de transmissão aos visitantes, uma vez que não é uma doença contagiosa por contato com animais ou ambientes. Em humanos, a intoxicação está associada, principalmente, à ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados.
Desde o fechamento do parque, equipes técnicas do Zoológico atuaram em conjunto com órgãos estaduais, como a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria da Saúde (SES), na investigação das causas.
Retomada com segurança e responsabilidade
A medida foi confirmada após reunião técnica realizada na manhã desta sexta-feira (12), que validou as condições adequadas para a retomada da visitação. Entre os fatores considerados estão a estabilização do quadro sanitário após os óbitos registrados, os resultados negativos para doenças virais de relevância, como a gripe aviária, e a eficácia das ações de manejo ambiental e biossegurança implementadas.
A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, reforça que o foco da doença já foi encerrado, conforme demonstram os 15 dias sem registro de novas mortes, além das medidas intensificadas de cuidado adotadas no período com os animais e as equipes.
“A retomada da visitação ocorre com total responsabilidade e respaldo técnico. Todos os protocolos foram seguidos para garantir um ambiente seguro tanto para os visitantes quanto para os animais. Desde o episódio de gripe aviária no ano passado, adotamos uma vigilância proativa, com atenção permanente à saúde dos animais do Zoológico. A atuação integrada com as demais secretarias reforça a transparência e o compromisso com a saúde pública e ambiental, que orientaram cada etapa desse processo”, afirma.
36 aves mortas
Durante o período (desde o dia 13 de maio, quando foram verificadas as primeiras mortes), foram registrados 36 óbitos de aves, sendo 22 cisnes-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), 11 cisnes-negros (Cygnus atratus), dois coscorobas (Coscoroba coscoroba) e um pato-do-mato (Cairina moschata). O último óbito ocorreu em 29 de maio.
Como parte das medidas de mitigação, o Zoológico realizou intervenções para melhorar a qualidade da água dos lagos, incluindo o aprimoramento do sistema de decantação e a instalação de aeradores para aumentar a oxigenação. Também foram adquiridos novos equipamentos para ampliar o monitoramento e a prevenção em outros pontos do parque.
A Sema destaca que a reabertura ocorre com manutenção da vigilância contínua sobre a saúde dos animais e as condições ambientais, garantindo a segurança dos visitantes e o bem-estar da fauna sob cuidados da secretaria.