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SAÚDE

Adoçante faz mal? Maioria das opções do mercado estão ligadas a declínio 62% mais rápido do cérebro

Deixando de lado o açúcar, muitos se voltam para os adoçantes artificiais, mas essa opção é adequada?

Publicado em: 04/09/2025 às 10h:55 Última atualização: 04/09/2025 às 10h:56
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Deixando o açúcar de lado, seja durante dietas ou para não prejudicar a saúde, muitos se voltam para os adoçantes artificiais com pouca ou baixa caloria como um substituto ideal. No entanto, um estudo recente mostra que eles estão longe disso. Inclusive, com potencial para acelerar o declínio da capacidade cognitiva do cérebro a longo prazo.

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Estudo mostra que o uso regular de adoçantes artificiais pode acelerar o declínio cognitivo ao longo do tempo | abc+



Estudo mostra que o uso regular de adoçantes artificiais pode acelerar o declínio cognitivo ao longo do tempo

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Publicado na revista científica Neurology nesta quarta-feira (3), um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o uso regular de adoçantes artificiais pode acelerar o declínio cognitivo ao longo do tempo, inclusive afetando a memória e a fala.

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Durante oito anos, mais de 12 mil pessoas, todas com mais de 35 anos, foram acompanhadas para identificar quais seriam os possíveis efeitos do uso de adoçantes artificiais a longo prazo, como:

  • aspartame
  • sacarina
  • acessulfame-K
  • eritritol
  • sorbitol
  • xilitol

Os resultados mostram que o declínio cognitivo global foi 62% maior em quem consome mais os adoçantes artificiais no geral do que os que usam menos. O único que não apresentou ligações com isso durante a análise geral foi a tagatose, conforme o Jornal da USP.

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A saúde cognitiva afeta o quão bem as pessoas pensam, lembram, aprendem e até nas tomadas de decisões do dia a dia, entre outros pontos. Com o envelhecimento, é normal que esse “processamento” se torne mais lento progressivamente. Por exemplo, se tornando mais demorado para lembrar o nome de uma pessoa ou até mais difícil de se concentrar.

Nos participantes com o consumo mais intenso de adoçantes artificiais, o declínio da fluência verbal se mostrou até 173% maior do que os que usam menos. Já o da memória foi até 32% mais alto.

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Não recomendados pela OMS

O questionamento quanto ao uso indiscriminado de adoçantes artificiais não é novidade. Há pelo menos dois anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda que o produto seja usado para controlar o peso ou evitar doenças crônicas não transmissíveis.

Isso porque estudos mostraram que o uso desses adoçantes, de maneira prolongada, pode estar ligado a doenças cardiovasculares, além de não ajudar no controle de peso a longo prazo, conforme a OMS. São eles:

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  • acessulfame-K
  • aspartame
  • advantame
  • ciclamatos
  • neotame
  • sacarina
  • sucralose
  • estévia
  • derivados de estévia

A recomendação da OMS, no entanto, não se aplica a todas as pessoas. A exceção é quem vive com diabetes preexistente.

“Já tínhamos evidências sugerindo que eles poderiam ser prejudiciais, relacionados às doenças cardiovasculares e câncer, e agora temos mais uma relacionada à cognição. Acho que essa é a mensagem”, diz Claudia Suemoto, autora da pesquisa, ao Jornal da USP.

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E agora?

Não é de hoje que há evidências do consumo em excesso do açúcar estar relacionado com a piora da saúde, tanto cognitiva quanto física, causando obesidade e problemas cardiovasculares, segundo o Ministério da Saúde. Agora, o estudo recente reforça que trocar ele pelos adoçantes artificiais não é uma opção adequada.

Para substituir os açúcares livres, o recomendado pela OMS é usar fontes de doçura naturais e não processadas, como as frutas.

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As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas, ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.

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