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Casos de botulismo após aplicação de botox levam Anvisa a solicitar mudanças na bula de produtos

Além de alerta, Anvisa faz recomendações para pacientes e profissionais de saúde que usam produto

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Publicado em: 13/03/2025 às 11h:39 Última atualização: 13/03/2025 às 11h:51
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Dois casos de botulismo relacionados à aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a emitir um alerta sobre os riscos e a solicitar mudanças na bula dos produtos.

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Botox / Aplicação de botox / toxina botulínica,

Foto: cottonbro studio/Pexels

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A Anvisa pediu para as empresas fabricantes que um aviso sobre os riscos seja adicionado na bula da toxina botulínica, “após revisão de dados de notificações e textos de bula disponíveis em outros países”.

Esse alerta deve incluir o risco de que o medicamento possa afetar áreas distantes do local da aplicação, “com a possibilidade de causar sintomas graves de botulismo, que podem surgir horas ou semanas após a aplicação”, afirma a agência.

O aviso foi publicado nesta quarta-feira (12). Segundo a Anvisa, ele vale tanto para os profissionais de saúde que aplicam a toxina botulínica quanto para os pacientes.

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Botulismo x toxina botulínica

A toxina botulínica é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que causa o botulismo. Entretanto, o produto usado para fins estéticos e terapêuticos é uma forma diluída e purificada. 

O botulismo é uma doença rara e grave, que pode afetar o controle motor. Dentre as consequências, estão desde a dificuldade para falar até a insuficiência respiratória, conforme o Ministério da Saúde. A contaminação também ocorre ao comer ou beber produtos contaminados.

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Segundo a Anvisa, quem usa a toxina possui um risco maior de ser afetado por eventos adversos, como o botulismo, se o medicamento for administrado de forma incorreta, por um profissional que não esteja habilitado e fora de ambientes de saúde. E isso mesmo que o produto seja aprovado pela agência reguladora.

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Recomendações da Anvisa

Os produtos usados devem ser aprovados pela Anvisa e estar dentro do prazo de validade;
Aplicação deve ser feita por profissionais habilitados;
Procedimento precisa ser feito em ambientes autorizados pela vigilância sanitária local;
Orientações da bula devem ser seguidas, principalmente em relação ao intervalo entre as aplicações;

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A população pode consultar a regularidade da toxina botulínica no sistema de consultas. Para isso, é preciso do nome do produto ou CNPJ do fabricante, que estão disponíveis na embalagem. Já a do estabelecimento pode ser checada diretamente com a vigilância sanitária do município onde o lugar está localizado.

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Quanto ao intervalo entre as aplicações do botox, o tempo varia de acordo com o tipo de produto e o profissional de saúde deve orientar o paciente a respeito.

A Anvisa reitera que o paciente tem todo o direito de ser informado e de checar se as informações estão corretas, como marca, lote e validade do produto. Além disso, é importante que os profissionais perguntem sobre o histórico de injeções de toxina botulínica da pessoa, incluindo a data, indicação e a dose de aplicações prévias, para “garantir que as aplicações ocorram em intervalos adequados”.

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Sintomas do botulismo

Os sintomas iniciais são:

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visão borrada;
pálpebras caídas;
fala arrastada;
dificuldade para engolir e respirar

Eles são seguidos por fraqueza muscular descendente, que começa na cabeça e no rosto e vai descendo pelo corpo, e que progride ao longo de horas ou dias. Nos casos mais graves, pode causar paralisia muscular generalizada e até morte.

O que fazer ao ter sintomas

Em caso de sintomas, a pessoa deve procurar um atendimento médico imediatamente. “Não espere”, alerta a Anvisa. “Ao procurar atendimento, é importante informar que recebeu injeção de toxina botulínica e os dados do medicamento, caso tenha disponível.”

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