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SAÚDE

Como saber se o peixe é fresco? Siga estes 5 sinais e evite riscos na Semana Santa

Na Semana Santa, fique de olho nas características e veja o que evitar na hora de comprar pescados

Publicado em: 31/03/2026 às 09h:55 Última atualização: 31/03/2026 às 09h:56
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Na Semana Santa, já é cultural do brasileiro correr para comprar os peixes para a Sexta-feira Santa. No entanto, o consumidor precisa ficar de olho em algumas características para adquirir o pescado com segurança e evitar a intoxicação alimentar.

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Com chegada da Semana Santa, é preciso ficar de olho na hora de comprar peixe | abc+



Com chegada da Semana Santa, é preciso ficar de olho na hora de comprar peixe

Foto: Paulo Pires/GES

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) orienta os consumidores sobre a qualidade do pescado neste período da Semana Santa. Dicas simples podem reduzir os riscos de intoxicação alimentar, neste momento em que o consumo de peixes e frutos do mar aumenta.

“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

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A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação.

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“O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico”, afirma.

O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida, conforme a nutricionista.

O que evitar

O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados.

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Caraterísticas do peixe próprio para o consumo:

  • carne firme;
  • escamas aderentes à pele;
  • olhos brilhantes;
  • guelras avermelhadas;
  • cheiro suave.

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Como armazenar o peixe corretamente

A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira. 

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O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.

“Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.

Intoxicação pode levar à hospitalização

A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar, que pode levar à hospitalização em casos mais graves. Os sintomas são náuseas, vômitos e até diarreia, entre outros. 

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“O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.

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Como evitar intoxicação

Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo.

No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.

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A superintendente reforça que o consumidor é peça-chave na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene, é importante acionar a vigilância sanitária do município.

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