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Saúde

Conflito no Oriente Médio ameaça cadeia global de medicamentos e acende alerta no Brasil

Dependência de derivados de petróleo e instabilidade no Estreito de Ormuz colocam em risco o fornecimento internacional de matéria-prima farmacêutica

Publicado em: 21/03/2026 às 14h:01 Última atualização: 21/03/2026 às 14h:05
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A intensificação do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, coloca em risco a estabilidade da cadeia global de distribuição de medicamentos. O alerta foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB) neste sábado (21).

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Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos | abc+



Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos

Foto: Agência Brasil

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Segundo o ministro, o governo brasileiro monitora o cenário atentamente, destacando que os impactos de uma guerra transcendem o campo de batalha, destruindo unidades de saúde e desestruturando fluxos logísticos essenciais para a sobrevivência de populações civis.

Apesar da preocupação com o futuro, o Ministério da Saúde informou que, até o momento, não foram registrados impactos diretos nos custos logísticos ou interrupções no fornecimento de fármacos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante o acompanhamento de um mutirão de exames e cirurgias voltado ao público feminino, Padilha reforçou que a pasta mantém vigilância constante sobre os estoques e as rotas de importação, buscando antecipar possíveis gargalos decorrentes da instabilidade geopolítica.

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O fator central de pressão econômica reside no mercado de petróleo, que serve de base tanto para o setor de combustíveis quanto para a indústria farmacêutica. Desde o início dos ataques entre as potências em fevereiro, o preço do barril atingiu picos de US$ 120. A volatilidade é agravada pela importância estratégica do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã. Por essa via, circula cerca de 25% de todo o petróleo comercializado mundialmente, o que torna qualquer bloqueio ou dificuldade de transporte um risco direto à produção global de insumos básicos.

Diante desse cenário, o ministro revelou ter articulado diálogos estratégicos com autoridades da China e da Índia, os principais fornecedores mundiais de matérias-primas para medicamentos. O objetivo é assegurar a continuidade das rotas comerciais, visto que o encarecimento do petróleo internacional impacta diretamente o custo de fabricação nesses países.

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Padilha observou que, se a logística do óleo for comprometida ou encarecida, a produção de insumos vitais será inevitavelmente afetada, exigindo uma coordenação internacional para mitigar os danos à saúde pública global.

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