Quem sofre com dermatite atópica pode fazer o tratamento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que agora conta com três novos medicamentos. A novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28).
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Foto: Freepik
A partir de agora, o SUS passa a contar com os seguintes medicamentos:
• Pomada para a pele: tacrolimo;
• Pomada para a pele: furoato de mometasona;
• Medicamento oral: metotrexato;
O SUS já contava com outras duas pomadas para o tratamento, sendo a dexametasona e o acetato de hidrocortisona, com potência mais leve. Além delas, também estava disponível a ciclosporina, um medicamento oral para casos mais graves.
Somente entre 2024 e 2025, foram feitos mais de 1 mil atendimentos hospitalares e 500 mil ambulatoriais, todos relacionados à dermatite atópica, na rede pública de saúde do Brasil.
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O que é a dermatite atópica
A dermatite atópica é uma doença genética, crônica e não contagiosa, que causa inflamações, lesões e coceira intensa na pele.
Ela ocorre com mais frequência em crianças, mas pode surgir também em adolescentes e adultos, Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil, 7,3% das crianças entre 6 e 7 anos possuem a doença. Já no início da adolescência, entre 13 e 14, são 5,3%.
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Os sintomas da dermatite atópica
Os principais sintomas são a pele seca com coceira constante, que pode provocar ferimentos ao se coçar. Além de áreas secas em placas salientes ou com descamação, principalmente nas dobras da pele.
Em crianças e bebês, a dermatite geralmente aparece no rosto, cotovelos ou joelhos e possivelmente em outras regiões do corpo.
Já em crianças mais velhas e adultos, as lesões aparecem mais nas dobras do corpo, como pescoço, cotovelo, atrás do joelho, mãos e tornozelos. Isso porque essas áreas são mais secas, escuras e grossas.
Ainda que seja menos comum, há a possibilidade de lesões aparecerem também no rosto e, em casos mais graves, em boa parte do corpo.
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Como buscar tratamento pelo SUS
Quem quer fazer um tratamento pelo SUS, deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
A partir disso, é preciso passar por uma avaliação clínica para ser encaminhado para uma consulta com um especialista. Ele irá chegar a um diagnóstico e ao tratamento adequado.