abc+

SAÚDE

É preciso realmente "desinflamar" o corpo?

Embora a ciência avance no entendimento do tema, muitas dessas estratégias ainda carecem de comprovação

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 23/10/2025 às 00h:30 Última atualização: 23/10/2025 às 09h:07
Publicidade

Nos últimos anos, multiplicaram-se nas redes sociais as promessas de dietas e produtos capazes de “desinflamar o corpo”. Embora a ciência avance no entendimento do tema, muitas dessas estratégias ainda carecem de comprovação. Mas, afinal, por que tanto se fala em inflamação?

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem de brasileiros com obesidade saltou para 25,7% | abc+



Em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem de brasileiros com obesidade saltou para 25,7%

Foto: Pixabay

“Está cada vez mais estabelecido o papel da inflamação no desenvolvimento de doenças, sobretudo, cardiovasculares”, aponta a endocrinologista Cláudia Schimidt. Além do coração, o processo tem sido associado a distúrbios metabólicos, como diabetes, e a alterações no funcionamento do cérebro. Contudo, não se trata de um episódio pontual, mas sim da chamada inflamação crônica de baixo grau ou subclínica.

ENTRE NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

A liberação contínua de substâncias pró-inflamatórias interfere com a função do endotélio (o revestimento interno dos vasos sanguíneos), o que aumenta o risco de hipertensão arterial e aterosclerose.

Publicidade

A inflamação crônica também pode favorecer a resistência à insulina, o que leva ao diabetes tipo 2. “Fatores como tabagismo, sedentarismo, exposição a poluentes e consumo excessivo de bebidas alcoólicas podem propiciar essa inflamação subclínica”, explica a nutricionista Helen Hermana Miranda Hermsdorff.

LEIA TAMBÉM: Anvisa proíbe venda de chá do milagre, azeite e sal do himalaia; saiba quais

Dieta anti-inflamatória não existe, dizem especialistas

Uma dica para frear as pequenas e constantes inflamações é incorporar hábitos saudáveis ao dia a dia. “Entre as estratégias há o controle do peso corporal, a prática regular de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada”, recomenda Cláudia Schimidt.

Publicidade

No caso da dieta, isso não tem nada a ver com planos que excluem itens ou consideram certos ingredientes como “milagrosos”. 

LEIA TAMBÉM: Crescimento da cabeça do bebê no primeiro ano pode influenciar QI na vida adulta, aponta estudo

Publicidade

“Não existe dieta anti-inflamatória, mas sim padrões alimentares que poderiam ajudar a reduzir a inflamação sistêmica”, aponta a médica. Um exemplo é a dieta Mediterrânea, que conta com hortaliças, frutas, grãos integrais, legumes, feijões, sementes, além de lácteos magros, pescados e azeite de oliva. É a junção dos alimentos e sinergia entre os compostos que colaboram para a “desinflamação”.

A nutricionista Helen Hermana enfatiza que, mesmo para ingredientes benéficos, vale atentar-se para exageros, já que excessos calóricos contribuem para o ganho de peso. “É importante adequar as  quantidades de acordo com as necessidades”, ressalta.

*Com informações Agência Einsten

Publicidade
Publicidade