Um em cada cinco adultos no mundo possui herpes genital, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, 846 milhões de pessoas com idades entre 15 e 49 anos vivem com o vírus. Embora seja uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) com alta circulação na população mundial, a grande maioria das pessoas infectadas não sabem que possuem a doença.
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Foto: Freepik
Existem dois tipos de vírus que causam a herpes, conforme o Ministério da Saúde. São eles o HSV-1, que leva ao herpes simples, e o HSV-2, que causa o herpes genital. Embora ambos possam provocar lesões em qualquer parte do corpo, o tipo 1 geralmente aparece na boca, nariz e olhos, enquanto o 2 se manifesta no pênis, vulva, ânus e nádegas.
Além disso, o herpes não tem cura e é uma infecção de latência vitalícia, ou seja, podem se esconder no corpo humano, nas raízes dos nervos, impedindo que o sistema imunológico possa combatê-lo.
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Como herpes é transmitida
A transmissão geralmente acontece pelo contato direto com a pessoa infectada, tanto pela pele ou mucosa que está infectada. Isso inclui secreções da vagina, pênis, ânus, ou saliva de alguém que possui herpes.
Assim, o vírus é transmitido ao tocar, beijar e pelo contato sexual sem proteção, seja vaginal, anal, peniano ou oral.
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Quais os sintomas da herpes genital
Nem todas as pessoas que possuem herpes apresentam sintomas. A estimativa do Ministério da Saúde é que apenas entre 13% e 37% dos que contraíram o vírus demonstram sinais.
Para os que possuem sintomas, os primeiros sinais são ardor, coceira e formigamento. Eles podem aparecer seis dias após o contato com o vírus. Depois, a infecção pode se manifestar como:
- Lesões avermelhadas com pequenas bolhas muito dolorosas na região genital ou anal, com aspecto de buquê;
- Febre, mal-estar, dores no corpo e ardência ao urinar, com ou sem retenção urinária;
- Ínguas dolorosas na região da virilha.
Nas mulheres, a infecção pode atingir o colo de útero e é comum que ocorra corrimento vaginal. Embora os homens possam ter o mesmo sintoma, no caso deles, o vírus acomete a uretra. Em ambos, o quadro pode durar de duas a três semanas.
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O que pode desencadear crises de herpes genital
Após a primeira ativação da infecção no corpo, — que geralmente é mais intensa, agressiva e longa — as próximas costumam ter uma intensidade menor já que o organismo criou anticorpos que são capazes de limitar o avanço do vírus. Entretanto, algumas coisas podem desencadear crises de herpes genital, como:
- Traumas na região genital;
- Exposição ao sol;
- Alterações hormonais;
- Fadiga;
- Febre;
- Uso de corticoides.
Além disso, quem possui HIV pode ter crises mais dolorosas, atípicas e com uma duração maior.
Como evitar contrair herpes genital
A maneira mais eficiente de evitar contrair as ISTs, incluindo o herpes genital, é usar camisinha durante os atos sexuais.
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Como diagnosticar e tratar a herpes genital
O recomendado pelo Ministério da Saúde é procurar o serviço de saúde assim que houver qualquer um dos sintomas citados acima. Somente após o diagnóstico é possível indicar um tratamento adequado.
Entretanto, ainda que as lesões desapareçam, é importante lembrar que a herpes não possui cura.
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