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SAÚDE

Perigo aumenta no verão: Acidentes com escorpiões crescem mais de 250% no Brasil; saiba quais cuidados ter com a chegada do calor

Com chegada do calor, é preciso ficar ainda mais atento nos cuidados para evitar acidentes com animais peçonhentos como escorpiões

Publicado em: 19/12/2025 às 17h:29 Última atualização: 19/12/2025 às 17h:30
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Diversas regiões do mundo são afetadas pelos escorpiões. No Brasil, isso não é diferente. No País, o número de acidentes com esse animal peçonhento está crescendo e, com a chegada do calor, é preciso ficar ainda mais atento aos cuidados para evitá-lo.

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Entre 2025 e 2033, a projeção dos cientistas é que mais de 2 milhões de casos novos sejam registrados | abc+



Entre 2025 e 2033, a projeção dos cientistas é que mais de 2 milhões de casos novos sejam registrados

Foto: Ministério da Saúde/Reprodução

Os acidentes com escorpiões são um problema em quase todas as capitais brasileiras, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. E a tendência é que os casos de acidentes aumentem.

Entre 2023 e 2024, mais de 1 milhão de casos foram registrados. Comparado com 2014, o ano de 2023 apresentou um aumento de 254,70% nos casos reportados. O alerta é de um artigo publicado em maio deste ano, na revista científica Frontiers in Public Health.

E esse nem é o pior número. Entre 2025 e 2033, a projeção dos cientistas é que mais de 2 milhões de casos novos sejam registrados. “E se os números sozinhos já são alarmantes, o que acontece quando consideramos o vasto número de subnotificações do escorpionismo?”, questiona o artigo.

FIQUE DE OLHO: LEIA TAMBÉM: Chega de escorpião-amarelo! Veja como proteger a sua casa desse visitante indesejado no verão

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Por que casos de acidentes com escorpiões estão aumentando?

Existem motivos diferentes para esse aumento, conforme o ministério. Dentre eles, estão a ocupação desordenada, principalmente de áreas com baixo investimento em saneamento básico, aliado com a facilidade de algumas espécies de colonizar novos ambientes e as mudanças climáticas.

No Rio Grande do Sul, a presença cada vez maior do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) foi motivo de preocupação em saúde pública no começo deste ano. Conforme a Secretaria da Saúde (SES) do governo do Estado, ele pode causar envenenamentos graves e consegue se multiplicar muito facilmente nas cidades.

Com a chegada do calor ao RS, os gaúchos devem ficar atentos com a aparição cada vez mais frequente dos escorpiões.

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Confira os escorpiões mais perigosos do Brasil

Escorpião-amarelo (T. serrulatus) – presente em todo o País, representa a espécie de maior preocupação por ter o maior potencial de gravidade do envenenamento e pela fácil disseminação.
Escorpião-marrom (T. bahiensis) – encontrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) – também apresenta reprodução do tipo partenogenética. É a espécie mais comum no Nordeste, apresentando alguns registros nos estados de Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus) – Principal causador de acidentes e óbitos na região Norte e no Estado de Mato Grosso.

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O Ministério da Saúde alerta ainda que outras espécies também causam envenenamento, mas com uma frequência menor e, normalmente, com menos gravidade.

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Cuidados para evitar escorpiões

• Antes de usar, examine roupas (inclusive as de cama), calçados, toalhas de banho e de rosto, panos de chão e tapetes;
• Use luvas de raspa de couro ou similar e calçados fechados durante o manuseio de materiais de construção, transporte de lenha, madeira e pedras em geral;
• Mantenha berços e camas afastados, no mínimo 10 centímetros, das paredes e evitar que mosquiteiros e roupas de cama arrastem no chão;
• Tome cuidado especial ao encostar-se em locais escuros e úmidos e com presença de baratas;
• Preserve os inimigos naturais de escorpiões: aves de hábitos noturnos (coruja, joão-bobo), lagartos e sapos;
• Nas casas e apartamentos, utilize soleiras nas portas e janelas, telas em ralos do chão, pias e tanques;
• Mantenha quintais limpos;
• Evite acumular folhagens densas perto de paredes e muros da casa;
• Combata as baratas nas casas ou pátios (elas servem como alimento de escorpiões).

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Em caso de acidente, entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Rio Grande do Sul. Telefone: 0800-721-3000.

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