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Vídeo: Quando a falha no tratamento de água se torna crise sanitária

Especialista alerta que tecnologias atuais em estações de tratamento não conseguem filtrar todos os resíduos

Publicado em: 10/03/2026 às 10h:19 Última atualização: 10/03/2026 às 10h:20
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O avanço da crise climática e a densidade urbana têm trazido à tona uma vulnerabilidade na infraestrutura de saneamento: a incapacidade dos sistemas convencionais em lidar com poluentes emergentes. O alerta parte da academia, onde pesquisas indicam que a água que chega às torneiras, embora dentro dos padrões vigentes, carrega traços de substâncias que o processo atual de tratamento não consegue eliminar.

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Tratamento de água  | abc+



Tratamento de água

Foto: Reprodução

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De acordo com o Professor Marco Antônio Siqueira, do curso de Engenharia Química da Universidade Feevale, o modelo de tratamento utilizado pela maioria das companhias de saneamento no Brasil está defasado frente aos novos desafios químicos.

O professor destaca que o problema é acentuado pela ausência de marcos regulatórios. “Hoje, as legislações de potabilidade não obrigam o monitoramento de resíduos de medicamentos ou desreguladores, criando um vácuo de informação sobre o real impacto desses elementos no organismo humano a longo prazo,” explica Siqueira.

Economia circular como solução

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Diante desse cenário, o grupo de pesquisa da Feevale, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), propõe uma mudança de paradigma: a Economia Circular aplicada ao saneamento. Em vez de apenas descartar o efluente tratado, a proposta é transformar as estações em unidades de recuperação de recursos.

– Recuperação de nutrientes: Extração de fósforo e nitrogênio para fabricação de fertilizantes.

– Reuso industrial: Descontaminação avançada para que a água retorne ao setor produtivo, preservando fontes de água potável para o consumo humano.

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– Barreiras jurídicas: O pesquisador aponta que o Brasil ainda carece de permissões legais para o reuso potável direto, prática já consolidada em regiões de escassez hídrica extrema, como a Califórnia (EUA).

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Para o professor, a solução para a crise sanitária iminente depende da quebra de burocracias entre o setor público e as universidades. “Precisamos de agilidade para acessar materiais de pesquisa e testar soluções em escala real”, afirma. A integração entre ciência e gestão pública é vista como o único caminho para modernizar o sistema antes que a escassez e a contaminação tornem o custo do tratamento inviável.

Campanha “ME POUPE!”

Uma iniciativa do Grupo Sinos, em parceria com o Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), que busca incentivar o consumo consciente da água, com conteúdos informativos e dinâmicos.

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