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Ensino

Boas Práticas: Abril Azul, 20 anos de Prouni e encontro de mulheres técnicas industriais

Conheça os destaques do mês de abril das entidades parceiras do projeto Ser Educação

Publicado em: 17/04/2025 às 10h:43
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Mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista. Durante esse período, diversas ações são realizadas para informar a sociedade sobre o autismo, promover inclusão e incentivar políticas públicas que garantam direitos às pessoas autistas. O dia 2 de abril, em especial, foi instituído pela ONU como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

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Segundo a docente do curso Técnico em Enfermagem do Senac Novo Hamburgo, Carol Engers Piumato, ter um mês dedicado ao TEA é essencial para dar visibilidade ao tema, combater o preconceito e estimular mudanças na sociedade. “A campanha contribui para a disseminação de informações corretas, incentivando o diagnóstico precoce, o acesso a tratamentos adequados e a inclusão das pessoas autistas em diferentes espaços”, destaca.

Para a especialista, discutir e promover ações sobre o TEA permite que a sociedade compreenda melhor as necessidades das pessoas autistas, ajudando a reduzir barreiras e garantir inclusão. “Essas iniciativas reforçam a necessidade de políticas públicas e capacitação de profissionais para oferecer um atendimento mais qualificado”, pontua.

Entre os principais desafios de pessoas com TEA na sociedade, Piumato cita o cuidado que cada indivíduo, na sua singularidade, necessita. No entanto, entre os pontos comuns, estão:

  • Dificuldade de acesso ao diagnóstico precoce e acompanhamento especializado
  • Barreiras na inclusão escolar e no mercado de trabalho
  • Falta de compreensão e adaptações adequadas em ambientes sociais
  • Desafios no atendimento em serviços de saúde, muitas vezes despreparados para receber pacientes autistas

Nesse sentido, os profissionais da saúde têm um papel fundamental, desde a identificação precoce dos sinais de autismo até o acolhimento e o atendimento adequado às necessidades individuais de cada paciente. “É essencial que estejam capacitados para lidar com a comunicação e o comportamento das pessoas autistas, proporcionando um atendimento humanizado e acessível”, explica a docente.
No Senac Novo Hamburgo, ressalta a especialista, o tema do TEA é abordado de maneira teórica e prática, preparando os alunos para um atendimento humanizado e inclusivo. “Durante o curso Técnico em Enfermagem, por exemplo, são discutidos os desafios enfrentados pelas pessoas autistas no ambiente hospitalar e comunitário, além de estratégias para garantir um cuidado adequado e respeitoso”, conclui.
Para se inscrever no curso, os interessados devem acessar o site do Senac Novo Hamburgo ou comparecer na escola, localizada na Av. Nações Unidas, 3760, no bairro Rio Branco. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3553-7350.

Escolas podem agendar participação no Projeto ACI Talks

Escolas das redes municipais, estadual e particular da região podem solicitar o agendamento de bate-papos na edição de 2025 do Projeto ACI Talks, em que profissionais ligados à Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti trocam experiências com estudantes do 08º e 09º ano, do Ensino Médio, da EJA e do projeto Jovem Aprendiz. As solicitações devem ser feitas através do e-mail lilian@acinh.com.br.

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Escolas podem agendar participação no Projeto ACI Talks

Foto: Divulgação

O Projeto ACI Talks é desenvolvido pelo Comitê de Educação e Cultura da ACI e beneficiou 4.045 alunos de escolas públicas e particulares da região em 2024. Entre maio e novembro, 40 voluntários ligados à entidade compartilharam suas experiências profissionais com estudantes, somando mais de 118 agendas e mais de 157h de atividades.

“Foram atendidas 101 turmas com apresentações de uma hora e meia, em média, com o apoio das secretarias municipais de educação, sem qualquer ônus aos cofres públicos”, afirma a vice-presidente de Educação e Cultura, Cristine Schneider da Rocha.

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Criado em 2023, o projeto reúne 40 voluntários que se alternam em bate-papos com alunos de escolas de municípios da área de atuação da entidade. O objetivo é orientar os estudantes em relação ao seu futuro profissional, às habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho e à importância da continuidade dos estudos.

Prouni transformando vidas há 20 anos na Universidade Feevale

Há 20 anos, o Programa Universidade para Todos (Prouni) tem sido um marco na democratização da educação superior no Brasil, permitindo que milhares de estudantes de baixa renda tenham acesso a cursos de graduação em universidades privadas. Na Universidade Feevale, o programa vem proporcionando a inclusão social e se mostrado um fator decisivo na formação de profissionais.

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Prouni transformando vidas há 20 anos na Universidade Feevale

Foto: Divulgação

Com 3.862 formados pelo Prouni na Instituição, a Feevale celebra o impacto positivo que o programa tem gerado ao longo dessas duas décadas. A coordenadora do Núcleo de Apoio ao Estudante da Feevale, Carla Lanzer, destaca a importância do ProUni para a Universidade e também para o país. “O programa permite que alunos de baixa renda tenham acesso a cursos superiores, transformando o perfil estudantil da Universidade. A contribuição mais notável é a inclusão social e a diversidade, pois antes do Prouni, muitos jovens não tinham acesso ao ensino superior, seja pela falta de recursos ou pela ausência de programas de apoio”, afirma.

Segundo a pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, o Prouni representa para muitas pessoas a possibilidade da conclusão de um curso superior. “Para estas pessoas, a trajetória acadêmica permitiu que construíssem um futuro pautado no desenvolvimento de um conjunto de competências que lhes permite atuar em diversos espaços promovendo o crescimento social, econômico e, por vezes, cultural em diversas esferas da sociedade”, ressalta.

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Entre os milhares de formados, destacam-se dois exemplos de sucesso: Carmem Giongo e Juliana Naumann, que se formaram juntas no curso de Psicologia da Feevale, em 2005, através do Prouni. Carmem retornou para a Feevale e atualmente integra o corpo de professores da Instituição. “Sou filha de agricultores e, na época, meus pais tinham uma condição de vida muito difícil. Seria inviável pagarem uma universidade particular. O Prouni possibilitou que eu realizasse o sonho de ingressar no ensino superior”, conta Carmem, que sempre estudou em escolas rurais e públicas. Para ela, a graduação foi transformadora. “Sempre aproveitei todas as oportunidades, fui bolsista de extensão, pesquisa, e até viajei para o Canadá com bolsa. Na época, morava numa pensão e trabalhava à noite para pagar os custos de moradia, mas valeu cada esforço. Hoje, sou professora na Universidade que me deu a chance de estudar, e isso é muito gratificante”, afirma.

A trajetória de Carmem demonstra como o Prouni foi essencial para a sua formação e para a sua carreira acadêmica. “Fui uma das primeiras bolsistas do Prouni na Feevale, e hoje sou professora da Instituição. Essa jornada de aluna a professora é algo muito especial para mim, especialmente porque a educação foi o que transformou minha vida”, revela.

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Já Juliana ressalta o impacto do Prouni em sua vida. “Eu sempre fui uma boa aluna, mas não tinha condições financeiras para estudar numa universidade particular. O Prouni me deu a oportunidade de estudar na Feevale, e isso foi fundamental para minha evolução profissional”, afirma Juliana, que atualmente é inspetora de polícia na Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Para ela, a experiência universitária vai além da formação acadêmica. “O diploma universitário representa crescimento e transformação. Ele abriu muitas portas para mim, não apenas para o mercado de trabalho, mas também para uma nova visão de mundo”, diz.

2º Encontro de Mulheres Técnicas Industriais do RS amplia debate sobre representatividade feminina no setor

“A mulher no Mundo do Trabalho” é o tema central do 2º Encontro de Mulheres Técnicas Industriais que foi realizado de 15 a 17 de abril, em Porto Alegre, no auditório da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Municipal de POA.

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Promovido pelo Conselho Regional dos Técnicos Industriais do RS, a segunda edição do evento reforça o objetivo estratégico da diretoria de incentivar e aprofundar o debate sobre o protagonismo feminino no setor técnico industrial, buscando ampliar a inserção das mulheres na atividade.

Entre os assuntos abordados na temática, destaque para a representatividade feminina nas áreas de atuação, abrangendo o planejamento de carreiras, a evolução e a garantia dos direitos das mulheres e a cidadania feminina, e também qualificação em gestão e liderança, além de desafios importantes como a pesquisa no ensino técnico e a prevenção ao assédio moral e sexual nas relações de trabalho, bem como as alternativas para a construção de um ambiente coletivo saudável.

Presidente do CRT-RS, Luiz Antonio Castro dos Santos enfatiza que os temas são de grande relevância para o fortalecimento da presença feminina no mundo do trabalho e que o Conselho trabalha intensamente neste propósito.

Coordenadora do evento, a diretora administrativa do Conselho, Cleusa Maria Machado Cunha, destaca a presença das Escolas Técnicas Liberato Salzano, Parobé, Solon Tavares e Frederico Schmidt. Ela ressalta, ainda, a busca constante e permanente pela integração com todas as Instituições de Ensino Técnico do Estado, como forma de fortalecer as parcerias e unir forças para ampliar a representatividade feminina com uma pauta resolutiva diante dos inúmeros desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho.

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