O que a legislação assegura para o aluno atípico e como as escolas podem avançar no acolhimento e desenvolvimento desses estudantes. Foi com essa provocação que o projeto Ser Educação reuniu, na última quarta-feira (28), especialistas da área para debater a inclusão na prática educacional. O painel, realizado na sede da OAB São Leopoldo, contou com a presença da advogada da área da Saúde e mãe atípica, Audri Castro; da coordenadora do Núcleo de Apoio à Inclusão e Acessibilidade da Universidade Feevale, Lilian Fátima; e do presidente da OAB São Leopoldo, Arthur Orlando Dias Filho. O bate-papo teve a mediação da jornalista Francine Silva e segue disponível, na íntegra, no canal do Jornal NH no YouTube.

Foto: Carla Hagemann/GES-Especial
Para Audri Castro, mesmo com as garantias das leis de inclusão, ainda são necessários avanços e ajustes. “Um exemplo é a questão da formação de professores. Não existe nada na lei que garanta essa formação. Hoje, o docente precisa, muitas vezes, buscar conhecimento por conta própria. Precisamos de políticas públicas para que o educador seja capacitado para acolher um aluno atípico”, defende.
Quando se fala em inclusão no ensino superior, Lilian compartilha da importância de chegar, ao fim do curso, com o aluno apto para o mercado de trabalho. “Nosso desafio é auxiliar esse estudante a conquistar as habilidades para receber o diploma e atuar na sociedade”, observa.
Grupo de trabalho para aprimorar legislação
Ao final do debate, o presidente da OAB São Leopoldo, Arthur Orlando Dias Filho, sugeriu a criação de um grupo de trabalho da entidade para discutir quais os pontos que a legislação pode ser aprimorada para garantir a plena inclusão de todos à sala de aula. “Nosso papel, como entidade, é fomentar esse debate e levar as sugestões até as esferas competentes, seja municipal, estadual ou mesmo federal”, destacou.
De acordo com Carla Hagemann, coordenadora comercial do Grupo Sinos, o tema será novamente colocado em pauta no Fórum Ser Educação, que deve ocorrer neste ano.