A gaúcha Luísa Sonza está fazendo um sucesso avassalador nas redes sociais neste fim de ano com uma música que ela sequer gravou. Trata-se de “Sina de Ofélia”, que ela teria cantado com Dilsinho. O “detalhe” é que a música nunca fez parte do repertório de Luísa Sonza e muito menos de Dilsinho.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A música atribuída a Luísa Sonza foi, na verdade, criada com uso de inteligência artificial por uma fã da gaúcha. A inspiração veio do hit “The Fate Of Ophelia”, de ninguém menos que Taylor Swift.
Agora a Republic Records, empresa responsável pelos lançamentos da cantora americana, está reivindicando os direitos e “derrubando” a música das plataformas digitais. As primeiras versões não estão mais disponíveis no YouTube e no Spotify, por exemplo.
Sucesso começou no TikTok
Forte candidata a se consolidar como hit do verão após sucesso no TikTok que já se alastrou para o Instagram, “Sina de Ofélia” pode desaparecer por conta do impasse envolvendo os direitos autorais, uma vez que não houve autorização para a versão brasileira.
Fãs vêm pedindo para que Luísa e Dilsinho gravem o hit, mas eles ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. No último sábado (27) Luísa Sonza fez no Rio de Janeiro seu derradeiro show de 2025. Apesar do grande apelo do público, ela não incluiu a música em seu setlist.
Nas redes sociais há vários clipes da música não autorizada, também feitos com uso de inteligência artificial. Em um deles a gaúcha aparece com cabelos longos, ao estilo Rapunzel.
Em sua conta no TikTok, Luísa postou um vídeo (clique aqui para ver) onde aparece fazendo uma dublagem da música atribuída a ela. Fãs comentam que a versão não autorizada ficou melhor que a original.
Personagem de Hamlet
A letra da canção é inspirada na personagem da peça Hamlet, escrita por William Shakespeare. Na trama, ela é apresentada como uma jovem doce, filha de Polônio, conselheiro do rei da Dinamarca, e irmã de Laertes.
Sua trajetória é definida pela repressão: embora apaixonada pelo príncipe Hamlet, Ofélia vive sob rígido controle familiar e é constantemente instruída a desconfiar dos sentimentos do protagonista.
O ponto de virada da personagem ocorre quando Hamlet mata acidentalmente Polônio. A perda da figura paterna, somada à falta de autonomia e ao isolamento na corte, desencadeia um grave colapso psíquico. Na obra, a loucura de Ofélia é exteriorizada quando ela passa a vagar pelo castelo entoando canções desconexas.
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