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ChatGPT pode impactar como você aprende? Estudo mostra a verdade

Pesquisa do MIT revela se uso do ChatGPT pode impactar aprendizagem e faz alerta

Publicado em: 30/06/2025 às 09h:31 Última atualização: 30/06/2025 às 09h:32
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Será que o uso de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, pode impactar como as pessoas aprendem? Em um estudo, pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que sim – e não de uma forma boa.

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Uso de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, pode impactar negativamente a aprendizagem | abc+



Uso de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, pode impactar negativamente a aprendizagem

Foto: Matheus Bertelli/Pexels

Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), alertam para os impactos negativos que a IA pode ter sobre a capacidade de aprendizagem das pessoas, principalmente as mais jovens. As conclusões estão em um paper, divulgado este mês pelo MIT Media Lab.

O estudo investigou os impactos da utilização de LLM, sigla em inglês para grande modelo de linguagem. Trata-se de um tipo de inteligência artificial projetada para entender e gerar textos que se assemelham à linguagem humana. Ela é usada em ferramentas como o ChatGPT e é o que possibilita verdadeiras conversas com a IA.

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No paper, os pesquisadores mostram preocupação. “Ao longo de quatro meses, os usuários do LLM apresentaram desempenho inferior consistentemente nos níveis neural, linguístico e comportamental.”

“Esses resultados levantam preocupações sobre as implicações educacionais de longo prazo da dependência do LLM e ressaltam a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre o papel da IA na aprendizagem”, continuaram.

O estudo contou com a participação de 54 pessoas que tiveram que escrever uma redação. Elas foram divididas em três grupos.

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O primeiro deles utilizou apenas o ChatGPT na escrita. O segundo usou somente ferramentas de busca, como o Google. Já o terceiro não pôde consultar nenhuma dessas fontes, ficando restrito aos próprios cérebros.

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Para analisar a atividade cerebral de cada participante foram feitas eletroencefalografias (exame que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo). 

Já os ensaios escritos foram analisados tanto por professores humanos quanto por IAs voltadas para o Processamento de Linguagem Natural (PLN), ramo que se dedica a fazer com que as inteligências artificiais compreendam e manipulem a linguagem humana.

Na fase seguinte, 18 participantes trocaram de grupo. Aqueles que usaram apenas a plataforma passaram para o grupo que poderia usar apenas o próprio cérebro e aqueles que estavam nesse grupo, por sua vez, passaram para a utilização do ChatGPT.

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Diferenças significativas

As conclusões mostram, de acordo com os pesquisadores “diferenças significativas na conectividade cerebral”, diz o estudo.

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Os participantes que usaram apenas as próprias capacidades cognitivas exibiram redes fortes e mais distribuídas de atividade cerebral. Aqueles que usaram apenas mecanismos de busca apresentaram atividade moderada. Já os usuários do ChatGPT registraram conectividades cerebrais mais fracas.

Quando trocaram de grupo, aqueles que saíram do grupo do ChatGPT e tiveram que escrever uma redação sem ajuda externa, apresentaram conectividades cerebrais reduzidas.

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E aqueles que fizeram o caminho inverso “exibiram maior recuperação de memória e ativação das áreas occipito-parietal e pré-frontal [do cérebro], semelhante aos usuários de mecanismos de busca”, diz a pesquisa.

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O estudo mostra ainda que aqueles que usaram o ChatGPT para escrever a redação têm baixa reinvindicação de autoria, ou seja, não se sentem autores plenos dos textos. 

Já os que usaram apenas as ferramentas de busca já têm forte senso de autoria, ainda que seja menor que aqueles que usaram apenas as próprias capacidades cognitivas, que são os que mais se sentem autores plenos. O último grupo também registrou maior habilidade de citar trechos do texto que tinha escrito há minutos antes.

“Como o impacto educacional do uso do LLM está apenas começando a se consolidar na população em geral, nesse estudo demonstramos a questão premente de provável diminuição nas habilidades de aprendizagem”, diz a pesquisa.

E os cientistas acrescentam: “Esperamos que esse estudo sirva como guia preliminar para a compreensão dos impactos cognitivos e práticos da IA em ambientes de aprendizagem”.

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