Um novo acidente na BR-116, no Km 247, junto à elevada da Avenida da João Corrêa, em São Leopoldo desta vez sem vítimas, só com danos materiais, fez o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) reforçar a recém-colocada sinalização no trecho onde, há um mês (no dia 13 de agosto), morreram três jovens soldados do 18.º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), de Sapucaia do Sul.
As obras de melhoria na sinalização causam interrompimento temporário da pista lateral à elevada da João Corrêa. Os veículos que querem trafegar pela lateral estão sendo desviados à direita para a Rua Conceição em direção à Rua Jacy Porto, para então pegar a Rua São Caetano ou a Avenida João Corrêa para retornar à pista lateral da BR-116.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
O acidente ocorreu na noite do domingo (dia 14), envolvendo um micro-ônibus que subiu a mureta que divide a pista central da lateral da BR-116 na subida do Viaduto Manoel Luiz Nunes (a elevada sobre a Avenida João Corrêa), sentido interior-capital.
O veículo ficou travado em cima da mesma mureta onde há um mês o veículo com cinco jovens militares do 18.º BIMtz capotou e acabou matando três dos ocupantes do carro.
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O ponto recebeu sinalização na semana seguinte, com colocação de tachões refletivos (os chamados “olhos-de-gato”) e pintura na pista (sinalização horizontal).
Mas, mesmo com os tachões, a nossa reportagem do ABCmais flagrou motoristas passando por cima da sinalização. Um dos motivos da confusão é que, a partir da passagem as pontes do Rio dos Sinos (logo após ao viaduto que liga os bairros São Miguel e Centro), a BR-116 passa a ter cinco faixas no trecho até próximo à elevada.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
E é neste ponto que muitos motoristas acabam errando ou se perdendo, já que utilizam a faixa que divide a pista (a faixa dos acidentes e da mureta é exatamente a criada entre as duas faixas da pista central e as duas da lateral, onde antes existia um cordão divisor de concreto) e, quando ela acaba, dá direto na mureta do viaduto.

Foto: aMANDA kROHN/ges-eSPECIAL
Motoristas que trafegam no trecho e comerciantes situados próximo ao local defendem que é necessária uma sinalização mais forte, com placas indicando o final da faixa a uma boa distância antes da aproximação do viaduto, avisando os condutores (principalmente àqueles que não estão acostumados a transitar pelo trecho) sobre a redução de cinco para quatro faixas (duas que sobre o viaduto e duas para a lateral) próxima à elevada.