Cientistas do MetSul Meteorologia, uma empresa privada brasileira especializada em previsão do tempo e análises climáticas, emitiram um alerta geral aos brasileiros para que todos se preparem para o que irá acontecer a partir do dia 28/06, próximo domingo. Acontece que especialistas estão monitorando a formação de um novo ciclone associado a uma frente fria que deve provocar mudanças importantes no clima entre os dias 28 e 30 de junho em diversas regiões no Brasil.
O sistema atmosférico começa a se organizar entre áreas da Argentina, Paraguai e Bolívia e tem potencial para influenciar diretamente o tempo no Centro-Oeste e no Sul do país. A expectativa é de aumento da instabilidade, formação de nuvens carregadas e ocorrência de chuvas em vários estados durante os últimos dias do mês.
Novo sistema pode provocar chuva e mudanças bruscas no tempo
Segundo projeções meteorológicas, a área de baixa pressão em desenvolvimento servirá como base para a formação de uma nova frente fria. O funcionamento desse processo ocorre quando regiões de pressão atmosférica mais baixa favorecem a ascensão do ar, estimulando a formação de nuvens e aumentando as chances de precipitação.
Os estados que devem sentir os efeitos mais significativos incluem Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nessas áreas, a combinação entre umidade e instabilidade atmosférica poderá favorecer pancadas de chuva e aumento da nebulosidade.
Além disso, os meteorologistas alertam para mudanças rápidas nas temperaturas. Isso porque a chegada de uma frente fria costuma alterar a circulação de massas de ar, provocando oscilações térmicas em um curto intervalo de tempo.
Fenômeno surge poucos dias após ciclone intenso no Atlântico
A nova formação ocorre logo após a atuação de um ciclone que chamou a atenção dos especialistas no Atlântico Sul. Imagens de satélite registraram uma extensa espiral de nuvens sobre o oceano a leste da Argentina, enquanto a frente fria associada ao sistema avançou por diversas áreas do Brasil. Entre elas estavam regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais.
Embora o novo ciclone não apresente, até o momento, a mesma intensidade observada no sistema anterior, os especialistas destacam que ele continua exigindo acompanhamento constante devido ao potencial de alterar significativamente as condições meteorológicas.
Entenda por que um ciclone-bomba chama tanta atenção
O fenômeno registrado pelo satélite meteorológico GOES-19 da NOAA/NASA no meio-dia da terça-feira (23), recebeu a classificação de ciclone-bomba devido à velocidade com que se intensificou.
Um ciclone entra nessa categoria quando sua pressão atmosférica central sofre uma queda muito rápida em menos de 24 horas. Esse processo aumenta o contraste de pressão entre diferentes áreas da atmosfera, fortalecendo a circulação dos ventos ao redor do sistema. Na prática, quanto maior essa diferença de pressão, maior tende a ser a velocidade dos ventos associados ao ciclone.
Apesar da intensidade observada no Atlântico Sul, os meteorologistas destacaram que a área com ventos mais fortes permaneceu predominantemente sobre o oceano. Ainda assim, algumas regiões do Sul do Brasil registraram rajadas expressivas, especialmente em áreas de maior altitude.
Sensação térmica pode ampliar percepção do frio
Outro fator que merece atenção nos próximos dias é a sensação térmica. Muitas pessoas associam o frio apenas à temperatura registrada pelos termômetros, mas o organismo humano percebe o ambiente de forma diferente. A sensação térmica leva em consideração elementos como velocidade do vento e umidade do ar, fatores que podem aumentar significativamente a percepção de frio.
O mecanismo é relativamente simples: quando há ventos mais intensos, o corpo perde calor com maior rapidez. Como consequência, a temperatura sentida pode ser consideravelmente menor do que a indicada pelos equipamentos meteorológicos.
Dessa forma, mesmo em locais onde os termômetros não registrarem marcas extremamente baixas, a combinação entre vento, umidade e queda de temperatura poderá gerar desconforto maior para a população.
O que esperar dos próximos dias
As projeções indicam que o período entre o fim de junho e o início de julho será marcado por instabilidade atmosférica em diversas regiões brasileiras. Embora o novo ciclone não apresente características tão extremas quanto o sistema oceânico recentemente observado, sua interação com uma frente fria deverá aumentar a ocorrência de chuva, ampliar a cobertura de nuvens e provocar alterações térmicas importantes em parte do país.
Por esse motivo, meteorologistas recomendam acompanhar as atualizações dos institutos de previsão do tempo nos próximos dias, já que a evolução desses sistemas pode modificar a intensidade e a abrangência dos impactos previstos.




