A Fibrasa, uma das maiores fabricantes de embalagens plásticas do Brasil, anunciou o maior ciclo de investimentos da sua história. A empresa destinou mais de R$ 120 milhões para ampliar a unidade industrial localizada na Serra, no Espírito Santo, com foco na produção de baldes plásticos para os setores de tintas e alimentos. O projeto prevê a abertura de mais de 100 vagas de trabalho ao longo dos próximos anos.
Fundada em 1971, a Fibrasa foi a primeira empresa a se instalar no Civit I, o primeiro parque industrial do Espírito Santo. Com mais de 55 anos de operação, a companhia detém aproximadamente 25% da demanda brasileira em embalagens plásticas, atuando tanto na linha de termoformados, voltada ao setor alimentício, quanto na de injetados, voltada à indústria química e de tintas.
Como o investimento será dividido?
O projeto está estruturado em duas etapas. A primeira, que concentra cerca de R$ 90 milhões, contempla a ampliação da planta industrial e a instalação de novas linhas de produção. A previsão era iniciar operação em maio de 2026, com capacidade de praticamente dobrar o volume produzido na unidade capixaba.
A segunda etapa está prevista para 2027 e receberá mais de R$ 30 milhões. Nessa fase, serão incorporadas tecnologias mais modernas aos processos de fabricação, com ganhos de eficiência energética e redução no uso de matérias-primas.
De acordo com comunicado da empresa, será nesta segunda etapa que a maior parte das novas contratações deve acontecer, chegando a mais de 100 postos de trabalho diretos na Serra.
Por que o ES foi o escolhido?
A empresa chegou a avaliar a construção de uma nova fábrica em Santa Catarina, mas, segundo analistas, a Serra se mostrou mais competitiva. A proximidade com os mercados das regiões Sul e Sudeste, o acesso às rodovias e os incentivos fiscais estaduais foram os fatores determinantes para manter o investimento no Espírito Santo.
Bernardo Castro, gerente comercial da Fibrasa, reforçou a lógica logística da decisão. A maior parte das fábricas de baldes plásticos do Brasil está no Nordeste, e trazer essa produção para o Espírito Santo reduz distâncias para os principais clientes da companhia, concentrados no eixo São Paulo para baixo.




