O brasileiro passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias conectado à internet ao longo da vida. Isso representa mais de 68% da expectativa de vida no país, que é de 76 anos, segundo dados. Com essa marca, o Brasil lidera o ranking mundial de tempo gasto online, à frente de nações como México, Suécia e Coreia do Sul.
O levantamento é da NordVPN e foi divulgado em abril deste ano, com a participação de mais de 20 mil usuários de 20 países. O México aparece em segundo lugar, com 43 anos de vida conectada, seguido pela Lituânia e pela Austrália, ambas com cerca de 30 anos.
No lado oposto da lista está o Japão, onde os moradores passam, em média, 19 anos, 6 meses e 29 dias online durante toda a vida, menos da metade do tempo registrado entre os brasileiros.
Celular é o principal facilitador
A pesquisa também mostra que o celular é, de longe, o meio mais usado pelos brasileiros para acessar a internet. Cerca de 91% dos entrevistados afirmam navegar principalmente pelo smartphone, o maior percentual entre todos os países analisados.
O Brasil também lidera quando o assunto é uso de computadores no ambiente de trabalho. Do total de participantes, 38% disseram utilizar notebooks ou desktops para acessar a internet durante o expediente.
Comparado à edição anterior da pesquisa, feita em 2022, o tempo médio de vida online dos brasileiros aumentou 11 anos, o maior salto entre todos os países pesquisados.
O que a psicologia diz sobre isso?
Especialistas em saúde mental têm alertado para os riscos da hiperconectividade, termo usado quando a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a organizar boa parte da rotina e das relações de uma pessoa.
Segundo psicólogos que estudam o tema, sinais como dor de cabeça, alterações no sono, irritação frequente e a sensação de estar no automático costumam aparecer quando esse limite é ultrapassado. A comparação constante com a vida de outras pessoas nas redes também é apontada como um dos fatores que mais afeta a autoestima dos usuários.
Entre as recomendações mais citadas por profissionais da área estão estabelecer horários sem tela, evitar o celular antes de dormir e priorizar encontros presenciais como forma de reduzir os efeitos do tempo excessivo conectado.








