Uma jornalista de 56 anos, casada com um trilionário, que possui uma fortuna de 1,15 trilhão, resolveu fazer um forte desabafo nas redes sociais. Nele, a profissional revelou que convive com dislexia e contou como faz durante anos para contornar os desafios gerados pela doença e entregar um excelente trabalho diante das câmeras.
A comunicadora é Lauren Sánchez Bezos, esposa de Jeff Bezos, mundialmente famoso por ser o fundador e ex-CEO da Amazon. Ao contrário do que muitos podem pensar, a condição neurológica nunca foi apresentada como impeditivo profissional para a jornalista, mas sim como um desafio que exigiu adaptações ao longo da carreira.
Carreira foi construída mesmo com dificuldades de aprendizagem
Antes de se tornar figura recorrente nas manchetes internacionais, Lauren Sánchez construiu trajetória própria na mídia americana. Atuou como jornalista, apresentadora, empresária e piloto licenciada, acumulando experiências em televisão e produção audiovisual.
Segundo relatos compartilhados pela própria comunicadora em diferentes ocasiões, a descoberta da dislexia ajudou a explicar dificuldades enfrentadas desde a infância. O diagnóstico permitiu desenvolver métodos de organização e aprendizado mais adaptados ao seu funcionamento cognitivo.
Em postagem nas redes sociais, ela relembrou a época em que trabalhava como âncora e como aprendeu a lidar com o problema, já que precisava ler o teleprompter – um aparelho no qual o texto passa para o apresentador ler ao vivo.
“Aprendi que a dislexia se manifesta de várias maneiras. O que pode significar aprender a ler no seu próprio ritmo… aprender a fazer perguntas e se conectar… aprender a lidar com emoções intensas… não se medir pelas suposições dos outros… ou dar um salto de fé… mesmo quando você não tem 100% de certeza… Para todas as crianças que tropeçam nas palavras… isso não precisa parar vocês também. Continuem. Eu já me atrapalhei ao vivo. Me recuperei e continuei. Você também vai“, afirmou.
Diagnóstico
Em um evento realizado em 2023, Lauren comentou que descobriu que tinha dislexia quando cursava jornalismo. “Alguém lá fora olhou para mim e acreditou em mim. Minha professora de jornalismo. Ela percebeu que eu estava com dificuldades na escola, me metendo em encrencas e que eu não me inscrevia para escrever para o jornal da faculdade”
“Então ela questionou minha relutância. Ela disse: ‘Ei, por que você não se inscreveu para isso?’ E eu respondi: ‘Eu nem sei por que estou na faculdade’. E ela disse: ‘Vamos ver o que acontece’”, relembrou.
Em outro momento, Lauren contou que teve dificuldade de leitura na infância. “Durante muito tempo, achei que ter dificuldades significava que eu não era “boa” em leitura. Mas o que eu estava realmente aprendendo era perseverança, imaginação e como encontrar meu próprio caminho“, afirmou.
O que é a dislexia e como ela afeta o cotidiano
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem ligado principalmente ao processamento da linguagem escrita. Diferente do que muitos imaginam, não está relacionada à inteligência ou capacidade cognitiva reduzida.
Na prática, pessoas com dislexia podem apresentar dificuldades na leitura fluida, reconhecimento rápido de palavras, escrita ou interpretação textual. Os efeitos, porém, variam bastante entre indivíduos e podem ser compensados por estratégias de adaptação, suporte educacional e desenvolvimento de habilidades complementares.
Esse ponto ajuda a entender por que muitos profissionais diagnosticados conseguem atuar em áreas altamente competitivas, inclusive em setores fortemente dependentes da comunicação.








