Histórias de superação e sucesso por meio do empreendedorismos são sempre motivacionais para a maioria das pessoas. Por isso, neste conteúdo, você verá mais uma delas que vai te expirar a buscar sempre algo melhor em sua jornada. Nas próximas linha, conheça a trajetória de um homem que trabalhava como pedreiro e vendeu a própria moto, mas hoje, aos 70 anos, após anos de transformações e escolhas certas, comanda um negócio de R$ 1 bilhão.
A história foi detalhada pela revista Exame, que fez uma entrevista com o empresário. Trata-se de José Castelo Deschamps, um homem cujo a trajetória começou no chão de obra, como servente e pedreiro, e evoluiu ao longo de quase cinco décadas até a criação de um grupo empresarial que hoje projeta empreendimentos com retorno estimado na casa de R$ 1,1 bilhão.
Fundador da Beco Castelo, construtora consolidada na Grande Florianópolis, Deschamps transformou experiência prática em modelo de negócio. Antes de chegar à posição de empresário, passou por praticamente todas as funções da cadeia da construção civil: carregou material, organizou almoxarifado, gerenciou obras e atuou como construtor independente. A ascensão não veio por formação acadêmica tradicional, mas pela vivência contínua dentro de canteiros de obras.

Da moto vendida ao primeiro material de construção
O início da trajetória empreendedora não teve capital externo nem investidores. Ainda jovem, Deschamps chegou a vender a própria motocicleta para comprar material de construção, decisão que marcou a transição entre o trabalho como empregado e os primeiros passos como construtor por conta própria.
Esse movimento deu origem às primeiras obras residenciais, feitas em pequena escala e com margens reduzidas. O modelo era simples: construir, vender e reinvestir o lucro em novos projetos. Essa lógica de reinvestimento constante foi o ponto de partida para a expansão gradual da atividade.
Aprendizado direto no canteiro de obras
Antes de estruturar uma empresa formal, Deschamps já atuava de forma autônoma na construção de casas. Sem formação técnica ou habilitação para assinar projetos, ele precisava trabalhar em parceria com engenheiros, além de lidar com toda a parte prática: orçamento, contratação de mão de obra e negociação com clientes.
Esse processo criou uma rotina que misturava execução e gestão ao mesmo tempo. Em vez de aprender em ambientes acadêmicos, o conhecimento foi sendo acumulado diretamente no canteiro de obras, onde cada projeto funcionava como uma espécie de laboratório prático.
Primeiras construções e lógica de reinvestimento
As primeiras casas construídas por Deschamps seguiam um padrão de baixo custo e operação enxuta. Os contratos iniciais envolviam valores relativamente modestos, com divisão clara entre materiais, mão de obra e lucro, que muitas vezes era reinvestido integralmente em novos projetos.
Essa dinâmica permitiu que a atividade deixasse de ser apenas individual e começasse a ganhar escala. A cada nova obra, o conhecimento técnico aumentava, assim como a capacidade de gestão e negociação, consolidando uma base para a futura estrutura empresarial.
Da obra individual à criação da Beco Castelo
A virada de escala aconteceu quando Deschamps passou a integrar sociedades e estruturar uma empresa formal. O processo culminou na criação da Beco Castelo, que se tornaria uma das construtoras mais tradicionais da Grande Florianópolis.
A empresa evoluiu da construção de casas isoladas para empreendimentos maiores, incluindo edifícios residenciais. Ao longo do tempo, o grupo passou a acumular mais de 2 mil unidades entregues e a expandir sua atuação para projetos de maior complexidade.
Conceito próprio e expansão do negócio
Nos últimos anos, o empresário passou a desenvolver um conceito imobiliário próprio, registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que propõe uma nova forma de integração entre moradia e estrutura de garagem. A ideia surgiu a partir de observações práticas sobre o uso dos edifícios e experiências acumuladas ao longo de décadas no setor.
Esse modelo passou a ser incorporado a novos empreendimentos da empresa e projeta impacto financeiro significativo, com estimativa de retorno que pode ultrapassar R$ 1 bilhão nos próximos projetos.
Um negócio construído dentro da própria obra
A trajetória de José Deschamps ajuda a explicar um tipo de empreendedorismo baseado menos em planejamento teórico e mais em execução contínua. A lógica central do negócio sempre esteve ligada à própria obra: construir, entender o processo e reinvestir.
Mesmo após décadas de atuação e com uma empresa consolidada, o empresário segue associado diretamente ao desenvolvimento de novos projetos. Aos 70 anos, a perspectiva de continuidade permanece como parte da estratégia, sustentada por uma trajetória que começou com trabalho manual e evoluiu para a gestão de grandes empreendimentos imobiliários.








