Gusttavo Lima chegou aos 36 anos como um dos artistas mais ricos do Brasil. Sua fortuna é estimada em cerca de R$ 1 bilhão, valor que, segundo o colunista Léo Dias, pode ter chegado a R$ 1,5 bilhão quando considerados todos os seus bens e empresas.
O cantor nasceu em 1989 em Presidente Olegário, no interior de Minas Gerais, numa família humilde. O pai era tratorista e a mãe, lavadeira. Na infância, chegou a morar em casa de pau a pique e trabalhou como apanhador de tomate, de café e cortador de cana antes de conseguir viver da música. Autodidata, aprendeu sozinho a tocar violão, viola, guitarra, bateria, baixo e sanfona.
Aos nove anos, Gusttavo já cantava com os irmãos no “Trio Remelexo”. Tentou a sorte em Brasília aos 13, chegou a dormir na rodoviária por três noites e voltou pra casa sem conseguir nada.
Foi só em Goiânia, para onde se mudou ainda jovem a conselho de um primo, que a carreira começou a destrinchar. Em 2009, lançou o primeiro álbum solo e dois anos depois era a personalidade mais pesquisada no Google no Brasil, após o estouro do hit Balada Boa.
Do zero a R$ 1 bilhão
O salto financeiro veio da combinação entre palco e negócios. Hoje, Gusttavo cobra entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão por show, sendo o maior cachê do sertanejo nacional. Mas a música representa apenas uma parcela do que ele movimenta.
Um dos principais “garantidores de patrimônio” do cantor é o fato de que ele possui duas grandes fazendas voltadas à criação de gado, uma em Minas Gerais e outra no Mato Grosso, onde o investimento mais recente chegou a R$ 275 milhões.
Além do agronegócio, comanda um grupo de ao menos dez empresas, incluindo uma seguradora, um banco de consignados, uma produtora de eventos e a “BaladAPP”, plataforma de venda de ingressos que se tornou a maior do setor no país, processando mais de 40 milhões de ingressos por mês.
Na área de bebidas, lançou o “Vermelhão”, marca de Campari criada em sociedade com investidores, que em menos de um ano conquistou 7% do mercado nacional e faturou cerca de R$ 31 milhões, segundo a Forbes. No guarda-roupa, a grife Mr. Ocky leva seu nome para o mercado de moda masculina.
Sua trajetória mostra que a riqueza foi construída num intervalo de menos de duas décadas, saindo do interior mineiro sem dinheiro para um patrimônio que rivaliza com grandes empresários do país.








