Quem tem dificuldade para dormir bem geralmente busca a causa nos hábitos noturnos, como o uso do celular ou o horário de deitar. No entanto, de acordo com a ciência, bebidas consumidas ao longo do dia podem ser responsáveis por noites ruins mesmo quando tudo o mais parece estar em ordem.
A cafeína pode ser a vilã
O café é a fonte mais conhecida de cafeína, mas está longe de ser a única. Chá preto, chimarrão, refrigerantes e energéticos também carregam a substância em quantidades relevantes. O neurologista e especialista em medicina do sono Shigueo Yonekura explica que a cafeína é um estimulante que impede o cérebro de entrar no “estado de descanso” adequado, além de disparar a liberação de adrenalina, deixando o organismo em alerta no momento de dormir.
Uma lata de energético de 250 ml contém aproximadamente 80 mg de cafeína, quantidade equivalente a uma xícara de café. O limite diário recomendado gira em torno de 400 mg. Mais importante do que o total consumido é o horário: o ideal é evitar qualquer bebida com cafeína pelo menos seis horas antes de dormir.
O álcool engana quem acha que ajuda
Muitas pessoas associam uma taça de vinho ou uma cerveja ao relaxamento antes de dormir. No entanto, a verdade é mais complexa: o álcool tem ação hipnótica e facilita o início do sono, mas fragmenta as fases seguintes e aumenta o risco de pausas respiratórias durante a noite, impedindo que o organismo descanse de verdade. O sono que vem depois do álcool costuma ser menos restaurador do que parece.
Como ajustar a rotina
Não é necessário eliminar o café ou o chá da vida para dormir melhor. Para os especialistas, o ajuste mais eficaz é nos horários.
Concentrar o consumo de bebidas com cafeína na parte da manhã e no início da tarde já reduz bastante o impacto no sono. Para quem tem insônia frequente, vale observar também o consumo de álcool e de alimentos pesados no período noturno antes de buscar outras causas.




