O conceito de cidades inteligentes é frequentemente associado a sensores complexos e infraestruturas futuristas. No entanto, uma visão mais humana e prática do termo sugere que a verdadeira inteligência urbana está na preservação de recursos básicos. No centro dessa discussão está o combate ao desperdício hídrico doméstico e industrial, um desafio que une tecnologia e mudança de hábito.

Foto: Lana Maldaner
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A empreendedora Angelita Walter, que se mudou com toda a família da capital para o interior de Dois Irmãos, há 11 anos, destaca que a inovação não precisa ser inacessível, mas sim funcional e integrada ao cotidiano.
“Eu não gosto do termo “pessoas inteligentes” quando se trata de reutilização, para mim é muito mais pelo olhar da consciência. As cidades devem ser feitas por pessoas conscientes,” ressalta Angelita.
Um dos pilares defendidos pela empreendedora é o uso de sistemas de monitoramento e dispositivos de economia que permitem visualizar o consumo em tempo real. Segundo ela, quando o desperdício se torna visível (através de dados ou métricas), a mudança de comportamento é acelerada.
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Angelita aponta caminhos que transformam residências comuns em células de uma cidade inteligente:
– Reuso de águas cinzas: A utilização da água de máquinas de lavar e chuveiros para fins não potáveis, como descarga e limpeza de áreas externas.
– Captação pluvial: Sistemas de cisternas inteligentes que armazenam água da chuva, reduzindo a demanda sobre o sistema público de abastecimento.
– Redutores de vazão: Tecnologias de baixo custo que, instaladas em torneiras e chuveiros, garantem a mesma funcionalidade com até 50% menos consumo.
Campanha “ME POUPE!”
Uma iniciativa do Grupo Sinos, em parceria com o Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), que busca incentivar o consumo consciente da água, com conteúdos informativos e dinâmicos.
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