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NOS ESTADOS UNIDOS?

Governo Trump sinaliza negar extradição de Carla Zambelli

Segundo a Folha de S.Paulo, informação foi dada por integrantes do governo norte-americano; deputada pelo PL-SP estaria considerando pedir asilo no país

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Publicado em: 05/06/2025 às 11h:45 Última atualização: 05/06/2025 às 11h:46
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Após supostamente estar nos Estados Unidos, Carla Zambelli estaria considerando ficar em solo norte-americano após deixar o Brasil. 

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A informação é do blog Painel, da Folha de S.Paulo, que ainda diz que integrantes do governo Donald Trump sinalizaram que um pedido de extradição da deputada do PL-SP será negado caso ela realmente esteja no país.

Deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) | abc+



Deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Condenada a dez anos de prisão, Zambelli afirmou em transmissão no YouTube no começo da semana que estaria há dias no exterior. Inicialmente, a informação era de que seu paradeiro seria na Europa. 

Na Flórida, há uma comunidade de brasileiros bolsonaristas, local onde se acredita que ela esteja abrigada no momento.

O plano de Zambelli era fixar moradia na Itália, onde tem cidadania. Contudo, o país permite a extradição mesmo de pessoas com cidadania local.

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CLIQUE PARA LER: Carla Zambelli e hacker usaram acesso de juíza de Novo Hamburgo para invadir sistemas da Justiça, diz PGR

Lista vermelha da Interpol

Além do pedido de prisão preventiva de Zambelli, determinado na quarta-feira (4), pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também há outras medidas impostas contra a agora foragida da Justiça brasileira.

Uma delas é que o nome de Zambelli seja incluído na lista de difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol, da qual 196 paí­ses fazem parte.

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“Trata-se, apenas de um alerta, ainda que seja o alerta máximo, no sentido de que, caso ela seja localizada, por exemplo, em território norte-americano ou italiano, deveria ser detida conforme as leis de cada paíse­s. A partir daí­, as autoridades brasileiras deverão ser informadas para, se for o caso, dar iní­cio aos procedimentos de extradição”, explica o doutor em Direito Constitucional e em Direito de Estado e Justiça Social Fernando Capano.

LEIA MAIS: “Alteraram minha senha”, diz juíza de Novo Hamburgo que teve dados usados por Zambelli e hacker em invasão a sistemas da Justiça

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Condenação 

Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão, em regime inicial fechado, e à perda do mandato parlamentar pela invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os crimes pelos quais ela deve cumprir pena são invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Como argumento para ter deixado o Paí­s, Zambelli alega que sofre perseguição judicial por razões políticas. Para Capano, o amplo acesso da deputada ao direito de se defender na Justiça enfraquece a alegação dela. 

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Com informações de Estadão Conteúdo.

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