De Cidade das Hortênsias, se tornou Paixão Natural até ser reconhecida como a Capital Nacional dos Parques Temáticos e ser morada de 48,9 mil pessoas. Canela celebra neste sábado, 28 de dezembro, 80 anos de emancipação política.

Foto: Divulgação
Foi em 1944 que a cidade se tornaria, de fato, um município constituído, ao se tornar independente do 6º Distrito de Taquara. O primeiro prefeito foi Nelson Schneider.
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Início da história
Com nome inspirado numa árvore chamada Canela, o coronel João Corrêa Ferreira da Silva foi o desbravador do povoado. “A chegada do trem em 1924 foi determinante para o crescimento da cidade e constituição de aspectos, costumes, tradições. Lideranças foram se formando, embora Canela não fosse um município, tínhamos igrejas, o Clube Serrano de 1926 já fundado, então esses núcleos formavam e concentravam lideranças. Canela era o 6° Distrito, Gramado o 5°, e se emancipou antes, porque essa mobilização comunitária cresceu”, explica o historiador Márcio Cavalli.
Foi pela Lei Estadual nº 717, que Canela foi criada. A instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1945. Em fevereiro daquele ano, chega o Cônego João Marchesi. “É a maior liderança que já existiu em Canela. Ele se torna responsável pela construção do Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora, pelo hospital e depois nos anos 1950, pela vinda dos irmãos Maristas”, diz.

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Em 1953, ainda, é lançada a pedra fundamental da Igreja Matriz. “Tem uma história por trás disso, pois o Cônego comentava que queria fazer uma Diocese da Serra. Dizem nos bastidores, dois padres me confirmaram, quando a anunciatura apostólica soube, fretaram voo para Roma, num jatinho, para impedir o que consideravam uma loucura, na época ainda não havia a Diocese de Novo Hamburgo”, relembra.
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Sucessão de eventos
Antes da emancipação, a força industrial ganhava força, com fábrica de celulose. Mas o turismo andava lado a lado. Após, em 1960, surge a Sonelli, fábrica de gaitas, onde atualmente é o Centro de Eventos. “Ali começa um processo de industrialização interessante, já tinha muita gente saindo do interior para buscar vagas na cidade”, coloca Cavalli.
Na década de 1970, há um período de dúvidas, sobre qual caminho que Canela deveria seguir. “O grande marco, em 1978, com a inauguração do Laje de Pedra. E logo depois em 81 sedia a Festa Nacional do Disco, que se transformou tempos depois na Festa da Música.” O desenvolvimento cultural ganha volume, com o Festival de Teatro, de Bonecos e em 1988 o Sonho de Natal.
Influência da madeira no processo de emancipação
“Em 1913, em direção ao Caracol até o Banhado Grande, tinha cinco serrarias. Era mata fechada e na época, o progresso era derrubar madeira. Precisava escoar essa produção”, coloca o historiador Pedro Oliveira.
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Para ele, a emancipação teve influência dos madeireiros. “O poder econômico, todos os armazéns, atacados, comércio, tudo o que veio para Canela, veio em função da madeira. ‘Vamos povoar Canela, é uma cidade próspera’. Em 1944, surge em jornais chamadas de que Canela é boa para saúde e isso foi um boom impressionante.”
De 80 anos para cá, muita coisa aconteceu…
1945- Chegada do Cônego João Marchesi
1946 – Decreto presidencial de Eurico Gaspar Dutra proíbe jogos de azar e Cassino que era construído tem obras abandonadas
1953 – Lançada a pedra fundamental da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, que levaria 34 anos para ser concluída
1954 – Caracol é decretado de utilidade pública pelo governo do Estado
1959 – Ocorre a 1ª Romaria de Caravaggio, não reconhecida pela Igreja
1978 – Inaugurado o Laje de Pedra, hotel cinco estrelas da época
1979- É realizado pelo CTG Querência o 1º Rodeio de Canela
1981 – Evento Festa Nacional do Disco atrai milhares de brasileiros. Anos após, transforma-se na Festa Nacional da Música
1988 – Nasce o Festival Internacional de Bonecos. No mesmo ano, o Sonho de um Natal. Na década de 90, ganha o nome atual e cria a Descida do Papai Noel
2023 – Título de Capital Nacional dos Parques Temáticos é sancionado pelo governo federal