Uma área de baixa pressão vai se converter em um ciclone extratropical junto à costa do Rio Grande do Sul entre a tarde desta quarta (28), marcada pela nebulosidade e precipitação, e a quinta-feira (29).
Por se formar muito perto do território gaúcho, a MetSul Meteorologia alerta para “elevado perigo por vento muito forte a significativamente intenso” no sul e no leste do Estado.

Foto: MetSul Meteorologia
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Segundo o portal de meteorologia, o fenômeno vai reforçar a instabilidade associada à frente fria que atua no Estado, o que significa muitas nuvens e chuva no decorrer do dia em todas as regiões. Há ainda a possibilidade de precipitação localmente forte a torrencial.
Dados analisados pela MetSul indicam que o centro de baixa pressão vai cruzar o Estado do norte gaúcho em direção ao Oceano Atlântico, exatamente junto à costa. Então, vai entrar em fase com uma baixa fria em altitude, que acompanha o núcleo de massa de ar frio que chega ao RS, formando um ciclone.
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Apesar de compacto em tamanho, o fenômeno será intenso em vento pelo gradiente de pressão, com centro muito perto do território gaúcho, a leste da região entre Mostardas e Tramandaí.
No decorrer de quinta, especialmente na segunda metade do dia, o ciclone começa a se afastar gradualmente, o que significa que seus efeitos no continente tendem a diminuir.
Ressaca do mar
O ar mais frio com fortes ventos já traz ressaca no litoral sul, com intensa agitação marítima, como registrado na Praia do Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho.

Foto: Cristiano Soldati/Rádio Web Estação Mirim
A MetSul também adverte que o swell associado ao ar frio será potencializado com a presença do ciclone, o que vai provocar ressaca do mar e em alguns pontos fortes mais ao norte na costa. A ressaca do mar deve afetar ainda os litorais de Santa Catarina e do Paraná.
Modelos de ondas analisados pelos meteorologistas indicam a possibilidade de ondas de 4 a 5 metros no litoral norte do Rio Grande do Sul com maré de tempestade, o que pode provocar ressaca do mar forte a muito forte nas praias com risco de erosão costeira e danos.
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O que se espera em relação a vento
- começa a se intensificar a partir da tarde e noite desta quarta na metade sul gaúcha;
- vento deve ser mais forte no litoral sul, onde as rajadas podem ser muito fortes até o fim do dia;
- no sul gaúcho, rajadas devem ficar entre 60 km/h e 80 km/h, mas podem ocorrer rajadas superiores em pontos da costa, principalmente entre Rio Grande e Mostardas, assim como em águas abertas na Lagoa dos Patos;
- também no fim do dia, o vento se intensificará em direção a Porto Alegre, com rajadas de 50 km/h a 60 km/h.
Posicionamento do ciclone
O portal de meteorologia destaca ainda que não há consenso dos modelos numéricos sobre a intensidade do vento porque “as projeções por computador discrepam sobre o posicionamento do fenômeno, onde poucas dezenas de quilômetros de diferença têm grande impacto no diagnóstico”.
No entanto, boa parte dos modelos indicam o ciclone a 200 e 300 quilômetros da faixa costeira, enquanto alguns, como o modelo europeu, projetam o centro do sistema muito perto da orla com vento mais intenso sobre o continente, sobretudo no norte da Lagoa dos Patos e na faixa costeira entre Mostardas e Capão da Canoa.

Foto: Cristiano Soldati/Rádio Web Estação Mirim
Quando ocorre o período mais crítico
Segundo a MetSul, o período mais crítico de vento é esperado entre a madrugada e a manhã de quinta no sul e no leste do RS, quando o ciclone vai se formar e vai estar muito perto da costa.
Posicionamento do ciclone
O portal de meteorologia destaca ainda que não há consenso dos modelos numéricos sobre a intensidade do vento porque “as projeções por computador discrepam sobre o posicionamento do fenômeno, onde poucas dezenas de quilômetros de diferença têm grande impacto no diagnóstico”.
No entanto, boa parte dos modelos indicam o ciclone a 200 e 300 quilômetros da faixa costeira, enquanto alguns, como o modelo europeu, projetam o centro do sistema muito perto da orla com vento mais intenso sobre o continente, sobretudo no norte da Lagoa dos Patos e na faixa costeira entre Mostardas e Capão da Canoa.
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