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PROTEÇÃO À MULHER

Com 69 feminicídios em 2025, governo do RS lança campanha para prevenção da violência contra as mulheres

De janeiro a outubro, 69 mulheres foram mortas e 220 foram vítimas de tentativas de feminicídio no Estado

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Publicado em: 04/12/2025 às 16h:48 Última atualização: 04/12/2025 às 16h:51
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O governo do Rio Grande do Sul lançou, nesta quarta-feira (3), uma campanha de prevenção da violência contra as mulheres. Em ato realizado no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite e a secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter, anunciaram o início da ação Não maquie, denuncie.

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Representantes de entidades de atendimento à mulher, movimentos sociais e organizações da sociedade civil também participaram do evento.

Em ato realizado no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite e a secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter, anunciaram o início da ação Não maquie, denuncie | abc+



Em ato realizado no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite e a secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter, anunciaram o início da ação Não maquie, denuncie

Foto: Vitor Rosa/Secom

“Liderar um governo não pode se limitar apenas a entregar infraestrutura. Nosso papel é também promover avanços civilizatórios, transformar hábitos e fortalecer valores coletivos. Por isso, essa campanha nos lembra que a violência contra a mulher não começa no feminicídio. Ela começa quando alguém tenta silenciar, limitar, controlar. E isso não pode ser normalizado”, enfatizou o governador durante sua fala.

Diretora de Publicidade e Marketing da Secretaria de Comunicação, Natacha Gastal explicou que o conceito da campanha utiliza a maquiagem como recurso estético e metáfora.

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“A maquiagem pode esconder, mas também pode revelar. Queremos que as pessoas enxerguem o que está por trás das marcas invisíveis da violência. Não é brincadeira, não é piada, não é instinto masculino, não é liberdade de expressão. Se uma mulher não está segura em casa, na rua ou no trabalho, algo no ecossistema social está falhando.”

A secretária Fábia acrescentou que a campanha busca convocar a sociedade para o debate. “A segurança das mulheres é um termômetro da saúde de uma sociedade. Esta campanha sela o compromisso de chamar todos, os homens, as famílias, as empresas e as lideranças”, destacou.

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Ainda sobre a campanha, o governador indicou que a ação tem justamente o propósito de romper o silêncio e encorajar a denúncia. 

Indicadores da violência

De janeiro a outubro deste ano, 69 mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Sul e outras 220 sobreviveram a tentativas de feminicídio, conforme dados do Observatório Estadual da Segurança Pública. No mesmo período, cerca de 40 mil vítimas registraram denúncias de algum tipo de violência.

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Os números mostram ainda que a maioria das agressões ocorre dentro da própria casa da mulher ou na residência do suspeito — e, geralmente, o companheiro é o principal agressor.

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Diante desse cenário, segundo o Estado, a campanha tem como foco estimular denúncias e garantir acolhimento às vítimas. A iniciativa também pretende reforçar a necessidade de promover uma comunicação aberta sobre o tema com os homens — e entre eles.

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Locais de acolhimento para mulheres

A Rede de Proteção da Mulher no Rio Grande do Sul, da Secretaria da Mulher, que oferece suporte para vítimas de violência neste contexto, é integrada a iniciativas que também prestam apoio. Confira:

  • Centro de Referência da Mulher Vânia Araújo Machado: localizado em Porto Alegre, oferece atendimento psicológico, social e jurídico por equipe multidisciplinar, visando o fortalecimento e empoderamento das mulheres atendidas.
  • Delegacia de Polícia Online da Mulher RS: plataforma digital para registro de ocorrências de violência contra a mulher, facilitando o acesso à justiça.
  • Observatório da Violência Contra a Mulher: monitora e divulga indicadores de violência, subsidiando políticas públicas eficazes.
  • Sala das Margaridas: ambiente acolhedor para atendimento às vítimas de violência doméstica, proporcionando suporte especializado.
  • Programa de Monitoramento do Agressor: utiliza tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores em tempo real, prevenindo novas agressões.
  • Patrulha Maria da Penha: realiza visitas periódicas às vítimas para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência.
  • Rede Lilás: comitê interinstitucional que articula serviços públicos nas áreas de segurança, saúde, educação, assistência social e justiça para mulheres e meninas vítimas de violência.
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