O início do ano letivo na rede estadual do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (13), foi marcado por simbolismo e emoção. O ato oficial que marcou a retomada das aulas aconteceu no Instituto Estadual de Educação Paulo Freire, em São Sebastião do Caí, uma das escolas mais afetadas pelas enchentes de 2023 e 2024.
A escolha da instituição para sediar a solenidade reforça o compromisso do governo estadual com a recuperação da infraestrutura educacional, especialmente em regiões impactadas por desastres naturais.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, da secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, e da secretária estadual de Obras, Izabel Matte, além de gestores, professores, alunos e suas famílias. Durante a cerimônia, Leite relembrou a visita que fez à escola em maio de 2024, quando encontrou a comunidade escolar devastada pelos estragos da enchente.
Na ocasião, ele prometeu que o Estado não mediria esforços para reconstruir a instituição — um compromisso que se concretizou com um investimento emergencial de R$ 1 milhão para viabilizar a reabertura da escola neste início de ano letivo.
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“A gente chorou junto aquele dia, mas disse: vamos voltar logo mais para celebrar que essa escola vai estar bonita novamente para acolher os alunos. E eu disse que ia voltar, e estou aqui para, junto com você, celebrar o início do ano letivo”, declarou o governador. O ano letivo iniciou para mais de 700 mil estudantes em 2.320 escolas.
Mais R$ 3,3 milhões para ampliar reformas na escola
Além da reforma emergencial já concluída, o governador anunciou novas obras no Instituto Paulo Freire, assinando a ordem de início para melhorias estruturais que ultrapassam R$ 3,3 milhões.
O investimento contemplará a reforma do telhado, a renovação da rede elétrica, melhorias no sistema de drenagem, a substituição de pisos de madeira por concreto e a ampliação dos espaços escolares. A previsão é de que essas melhorias ocorram até abril de 2026, consolidando a escola como um espaço mais seguro e adequado para os estudantes.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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“Há um significado muito especial em estarmos nesta escola no início do ano letivo. Aqui, podemos ver a materialização do trabalho que o governo do Estado realizou incansavelmente para entregar à comunidade um espaço de ensino renovado e acolhedor”, destacou a titular da Secretaria de Obras, Izabel Matte.
Com mais de 60 anos de história, o Instituto Paulo Freire passou por melhorias que recuperaram o piso, o telhado e as paredes, além de receber mobiliário novo, pintura renovada e melhorias no paisagismo. A escola atende aproximadamente 360 estudantes, conta com 50 professores e nove servidores e recebe alunos de diversos municípios da região como São Sebastião do Caí, Portão, Harmonia, Bom Princípio, São José do Hortêncio, Capela de Santana e Montenegro.
Escolas estavam prontas para o recomeço das aulas, afirma secretária
Durante o evento, a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, abordou o adiamento do início do ano letivo, que estava programado para a última segunda-feira (10), mas foi suspenso por força de uma liminar movida pelo sindicato dos professores (Cpers-Sindicato). Segundo ela, o governo não desejava essa mudança no calendário e, ao recorrer da decisão, a própria Justiça reconheceu que o Estado estava preparado para o retorno das aulas.
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“O adiamento não foi decisão nossa. Houve uma liminar que foi derrubada e o próprio ato de derrubada da liminar disse que não havia imprevisibilidade da secretaria, que a secretaria estava preparada, que não havia justificativa para aquela liminar. Foram três dias que serão repostos em julho. Não afeta o calendário escolar”, afirma.
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A secretária acrescentou os desafios enfrentados pela pasta são diários. “Nós não estamos 100% preparados, como ninguém está. Na educação, você nunca vai estar pronto. Porque a hora que você atende uma demanda, surgem novas”, analisa.
Emoção e expectativa entre alunos e famílias
O retorno às aulas foi marcado pela alegria da comunidade escolar. Após a cerimônia, o governador visitou salas de aula reformadas, agora equipadas com novas classes, cadeiras e lousas, proporcionando um ambiente mais confortável e estimulante para os alunos. Para muitos, a sensação era de estar em uma escola completamente nova.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O sentimento de esperança e alívio foi compartilhado por pais de alunos, como José Alves, que fez questão de acompanhar seu filho, estudante de inclusão, neste primeiro dia de aula. Ele destacou a transformação da escola e o impacto positivo para os estudantes.
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“Depois de toda a dor e angústia que vivemos com a enchente de maio, ver a escola completamente reformada traz uma sensação de segurança e tranquilidade para nós, pais. Sabemos que nossos filhos estão em um ambiente adequado para aprender. Tenho que reconhecer o esforço do governo do Estado na reconstrução da escola, que, posso dizer com certeza, está ainda melhor do que antes da enchente”, afirmou.
Ensino Médio Integral: uma nova fase para o Paulo Freire
Além da reconstrução física, a escola inicia uma nova etapa na educação, com a implementação do Ensino Médio em Tempo Integral. O projeto começa com alunos do 1º ano do Ensino Médio, em um modelo que será expandido nos próximos anos.
A aluna Gabrielli Soares, integrante desta primeira turma de tempo integral, expressou entusiasmo com a novidade. “É muito gratificante ver como a escola está mudada e saber que vamos ter mais oportunidades. Essa é a primeira turma integral, estamos dando o primeiro passo para essa mudança. A partir de agora, tudo vai ser integral. Ficar mais tempo na escola e ter mais aprendizado é algo muito positivo”, disse Gabrielli.
O governador Eduardo Leite comentou que investir no turno integral é uma estratégia do governo para melhorar o desempenho do Estado nos indicadores de desenvolvimento. “Nós tínhamos 18 escolas no início desse mandato. Nós já estamos indo a 296 escolas de ensino integral. A nossa meta é chegar, no ano que vem, com mais de 500 escolas”, detalha Leite.
O governador explica que a implementação de escolas de turno integral não é tão simples, pois envolve organização dos currículos e a adesão da própria comunidade escolar. “A gente vem fazendo isso com serenidade, mas também com pressa. O ensino integral é uma ferramenta, é um caminho, é uma metodologia que se apresenta como estratégica para quem quer garantir melhores resultados dos indicadores de educação”, frisa.
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