De acordo com as projeções meteorológicas, o cenário climático para 2026 passará por uma transformação significativa ao longo dos próximos meses. Segundo a avaliação da MetSul Meteorologia, há altíssima probabilidade de instalação do fenômeno El Niño a partir da metade deste ano.
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Foto: Arquivo GES
Este é o cenário avaliado pelos meteorologistas a partir das projeções mais recentes da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), divulgadas nesta quinta-feira (12).
Atualmente, o Oceano Pacífico vive um período de neutralidade climática que deve se estender por todo o outono do hemisfério Sul, mantendo uma probabilidade de 93% até maio. No entanto, esse panorama começa a mudar gradualmente a partir do trimestre de abril a junho, quando os primeiros sinais de aquecimento começam a surgir nos modelos meteorológicos.
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A verdadeira virada de chave está prevista para o período entre junho e agosto, momento em que o fenômeno El Niño assume o protagonismo com 62% de chance de ocorrência, superando a fase de neutralidade. A partir dessa consolidação, a probabilidade de um episódio estabelecido de El Niño continua subindo de forma expressiva, ultrapassando os 80% nos meses finais do ano, entre outubro e dezembro.
Embora o cronograma oficial da agência americana aponte para uma instalação mais clara na segunda metade do ano, a MetSul Meteorologia adverte para a possibilidade de um início precoce.
Observando o comportamento oceânico de anos anteriores, como o de 2023, os meteorologistas sugerem que o aquecimento das águas pode se configurar já entre maio e junho, o que anteciparia os impactos climáticos esperados para este ciclo de 2026.
O que causa o El Niño?
Um evento de El Niño ocorre quando as águas da superfície do pacífico equatorial se tornam mais quentes do que a média e os ventos de leste sopram mais fracos do que o normal na região. A condição oposta é chamada de La Niña. Os episódios de El Niño, normalmente, ocorrem a cada 3 a 5 anos.
El Niño, La Niña e neutralidade trazem consequências para pessoas e ecossistemas em todo o mundo. As interações entre o oceano e a atmosfera alteram o clima em todo o planeta e ecossistemas e comunidades humanas podem ser afetados positiva ou negativamente.
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No Sul do Brasil, La Niña aumenta o risco de estiagem enquanto El Niño agrava a ameaça de chuva excessiva com enchentes. Historicamente, as melhores safras agrícolas no Sul do país se dão com El Niño. O El Niño agrava o risco de seca no Nordeste do Brasil enquanto La Niña traz mais chuva para esta região.