Quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por um esquema de lavagem de dinheiro identificado durante a chamada Operação Descuidado II. Deflagrada em fevereiro, a ação apurou fraude no repasse de verbas da saúde para prefeituras gaúchas e revelou mecanismos usados pelo grupo para ocultar valores obtidos em crimes contra a administração pública.
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A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça José Eduardo Corsini ao poder judiciário na última sexta-feira (20). Segundo o MPRS, foi descoberto um esquema montado para driblar a decisão judicial que havia suspendido o direito de atuação de uma empresa na área da saúde pública.
Os investigados criaram uma nova empresa de forma fraudulenta para assumir os contratos suspensos, retomando assim as atividades nos municípios de Três Palmeiras, Campinas do Sul, Faxinalzinho, Eugênio de Castro, Ronda Alta, Vitória das Missões, Bom Princípio, Morro Reuter e Balneário Pinhal.
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Lavagem de dinheiro
Ainda conforme o Ministério Público gaúcho, a denúncia se refere à lavagem de capitais identificada em um sistema estruturado para ocultar bens e dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido nos crimes anteriores. Ela busca responsabilizar criminalmente os envolvidos e interromper a continuidade das práticas ilícitas.
Em apenas três meses, mais de R$ 107 mil foram movimentados pelo grupo em operações destinadas a esconder a real origem dos valores. O MPRS destaca que não há qualquer envolvimento das prefeituras na investigação. Entre os quatro denunciados, há três empresários.
Segundo a apuração, a fraude ocorreu em repasses de recursos públicos destinados à área da saúde, no âmbito do Programa Rede Bem Cuidar da Secretaria Estadual da Saúde. O prejuízo aos cofres públicos ainda está sendo contabilizado.
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