O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, reacendeu o debate sobre a ditadura militar no Brasil. O longa-metragem conta a história da família do político e empresário paulista Rubens Paiva.

Foto: Acervo Família Paiva
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Eleito deputado federal pelo PTB, Paiva foi cassado logo após o golpe de 1964, no Ato Institucional Número 1 (AI-1). Preso e torturado por militares, ele foi morto há 54 anos no Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de janeiro de 1971.
No entanto, a passagem do ex-deputado pela sede do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), nunca foi admitida pelo Exército. Até que documentos comprovaram a detenção.
Estes documentos foram encontrados em 2012 no Rio Grande do Sul. Há 13 anos, no dia 1º de novembro, o coronel da reserva, Júlio Miguel Molina Dias, foi morto aos 78 anos por duas pessoas que assaltaram sua residência no bairro Chácara das Pedras, em Porto Alegre.
Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou 200 páginas de documentos, com registros comprovando a passagem de Rubens Paiva pelo DOI-Codi, o que não era admitido pelos militares.
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A documentação também continha informações sobre o atentado no Riocentro em 1981, executado por membros do Exército Brasileiro.
Os fatos foram revelados pelo jornalista da Zero Hora, José Luís Castro, ganhador do Prêmio Esso pela reportagem.
História do filme
O filme “Ainda Estou Aqui” é uma adaptação do livro escrito pelo filho do político, Marcelo Rubens Paiva. As obras mostram a luta de Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), para que a morte do marido (interpretado por Selton Mello) seja reconhecida pelo governo brasileiro.

Foto: Divulgação
O longa-metragem concorre em três categorias do Oscar 2025: Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz (Fernanda Torres).
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