A região está entre as áreas de preocupação durante o novo episódio de chuva volumosa previsto para ocorrer entre o fim do sábado (28) e o começo do domingo (29). Meteorologistas e o governo do Estado afirmam que os acumulados previstos para todo o mês de junho são esperados para aproximadamente 12 horas de precipitação.
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Foto: MetSul
Trechos os rios Caí, Gravataí, Sinos e Paranhana estão entre os pontos com chance de inundação. Confira:
- Rio Caí – entre São Sebastião do Caí e Montenegro;
- Rio Gravataí – entre Alvorada e Gravataí;
- Rio dos Sinos – entre Campo Bom e São Leopoldo;
- Rio Paranhana – entre Igrejinha e Taquara.
Durante esclarecimentos realizados pelo governo do RS na noite desta sexta-feira (27), o hidrólogo do Centro de Monitoramento do Estado, Pedro Camargo, explicou à reportagem o motivo das projeções indicarem níveis mais altos do que os registrados na semana passada, durante o primeiro episódio de chuva volumosa de junho.
“Agora, a gente tem um cenário das partes baixas desses rios muito elevadas devido ao Jacuí e ao Guaíba muito elevados”, pontua o hidrólogo. A precipitação esperada deve chegar às partes baixas do Rio dos Sinos com os níveis ainda muito acima do ideal.
“[Vai acontecer] um somatório ali que o Sinos não está, digamos assim, preparado como estava antes, quando estava baixo [no primeiro episódio de chuva]. Então esse somatório gera uma cheia maior porque o Sinos, e mesmo o Caí na parte bem baixa, sofre o que a gente chama de remanso do Guaíba, meio que como se a água ficasse estabilizada ali. Então, esse cenário que é mais crítico para essas regiões”, explicou Camargo.
Alguns modelos mostram que pode chover mais de 100 milímetros na bacia do Rio Paranhana e alto Sinos. “Então esse cenário acaba sendo mais intenso erando esses problemas maiores.”
Caí preocupa mais
Entre as áreas de cobertura do Grupo Sinos, o Caí é o que mais preocupa, visto que todas as projeções indicam bastante chuva para a região. “Todos os modelos acabam ficando muito em cima do Caí. Alguns sobem um pouco, saem dos Sinos, mas do Caí, não.”
Por isso, o hidrólogo acredita que há chances do cenário ser mais grave do que na última semana.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
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