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Esteio decreta situação de emergência em saúde pública; entenda

Decreto foi assinado pelo prefeito Felipe Costella em razão da grave crise enfrentada nos serviços de urgência e emergência do Hospital São Camilo

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Publicado em: 06/06/2025 às 07h:37 Última atualização: 06/06/2025 às 07h:38
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Na última quarta-feira (4), o prefeito de Esteio, Felipe Costella, assinou um decreto que estabelece situação de emergência em saúde pública no Município, em razão da grave crise enfrentada nos serviços de urgência e emergência do Hospital São Camilo. A assinatura ocorreu nas dependências da própria instituição, com a presença da diretora-geral do hospital, Ana Boll, e do secretário municipal de Saúde, Gilson de Menezes.

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Decreto foi assinado pelo prefeito Felipe Costella em razão da grave crise enfrentada nos serviços de urgência e emergência do Hospital São Camilo



Decreto foi assinado pelo prefeito Felipe Costella em razão da grave crise enfrentada nos serviços de urgência e emergência do Hospital São Camilo

Foto: Adriano Rosa da Rocha/Prefeitura de Esteio

O decreto foi motivado pela superlotação crítica das unidades hospitalares, aliada à alta demanda por atendimentos relacionados à síndrome respiratória, à escassez de leitos clínicos e de UTI e às dificuldades para transferência de pacientes a outros serviços de referência. A situação compromete diretamente a continuidade e a segurança da assistência prestada à população.

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De acordo com dados atualizados do hospital, a taxa de ocupação dos setores assistenciais revela um cenário de colapso. “A Emergência Adulta está operando com o dobro da capacidade instalada, a Emergência Pediátrica opera com ocupação total e todas as unidades de internação atingiram 100% de ocupação. Quase todos os setores estão no limite ou acima dele. Precisamos agir com rapidez para preservar vidas e garantir a assistência aos esteienses”, destacou o prefeito.

Além da superlotação, o Município enfrenta o desafio do custeio mensal do hospital, que gira em torno de R$ 10 milhões, valor que não é acompanhado pelos repasses da tabela SUS – historicamente defasada, pelo teto Média e Alta Complexidade (MAC) quanto pelo programa estadual Assistir, que recentemente deixou de encaminhar recursos à instituição. Com isso, a Prefeitura tem arcado com 34% de seu orçamento investido em saúde, percentual significativamente acima do mínimo constitucional exigido.

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Diante desse cenário, a decretação de emergência tem como objetivo permitir a adoção de medidas excepcionais, como a reorganização dos fluxos assistenciais, a mobilização de recursos com maior flexibilidade e a ampliação temporária da capacidade de resposta da rede de saúde municipal.

O prefeito também reafirmou o compromisso da gestão com a saúde pública e garantiu que o hospital não fechará as portas. “O nosso governo está comprometido com cada esteiense. Sabemos que este é um momento difícil, mas com união e responsabilidade vamos superar essa crise e reconstruir o sistema de saúde que a nossa comunidade merece”, afirmou.

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