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SAÚDE

Famurs diz que é preciso mais de R$ 770 milhões para enfrentar crise da saúde e pede liberação de recursos ao governo do RS

Solicitação foi feita durante uma reunião entre a presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, na tarde desta quarta-feira

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Publicado em: 04/06/2025 às 20h:59 Última atualização: 04/06/2025 às 21h:00
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A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) apresentou ao governo do Estado, nesta quarta-feira (4), um pedido de liberação de recursos para a área da saúde. A solicitação foi feita durante uma reunião entre a presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

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Nesta quarta-feira, presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, entregou ao governo do Estado um diagnóstico sobre a crise da saúde nos municípios do Rio Grande do Sul | abc+



Nesta quarta-feira, presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, entregou ao governo do Estado um diagnóstico sobre a crise da saúde nos municípios do Rio Grande do Sul

Foto: Gustavo Mansur/Casa Civil

Na ocasião, Adriane ainda entregou à Lemos um documento sobre a crise que os municípios gaúchos estão enfrentando no setor, agravadas após as enchentes e que atingem especialmente as regiões Metropolitana, dos Vales e Sul. Segundo a Famurs, o diagnóstico aponta a necessidade de R$ 771,6 milhões para mitigar os impactos das catástrofes climáticas na rede pública de saúde.

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“Hoje, apresentamos ao governo do Estado a preocupação dos municípios com as filas para cirurgias e atendimentos de média e alta complexidade. A gestão do SUS é tripartite. Por isso, iremos demandar também ao governo federal a recomposição financeira do sistema. Precisamos de uma resposta à altura da gravidade da crise que estamos enfrentando”, avaliou a presidente.

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Entre os principais problemas apontados estão a destruição de equipamentos e estruturas físicas, o aumento de 62% nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), a baixa cobertura vacinal, e a alta na incidência de doenças como dengue, leptospirose e infecções de pele, além do aumento expressivo na demanda por atendimentos em saúde mental.

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A entidade ressalta que os municípios gaúchos já destinam, em média, 22% dos seus orçamentos à saúde – bem acima do mínimo constitucional, que é de 15%. Entre as prioridades elencadas pela Famurs para o uso dos recursos estão:

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  • Reabertura de leitos hospitalares do SUS desativados pelos eventos climáticos;
  • Reposição de perdas orçamentárias, em especial relativas ao Programa Assistir;
  • Ampliação de leitos hospitalares e da capacidade instalada para reduzir a demanda reprimida;
  • Sustentação financeira de hospitais públicos e filantrópicos;
  • Investimentos em unidades de urgência e policlínicas regionais;
  • Fortalecimento da Atenção Básica, com ampliação de turnos e apoio à Rede de Urgência e Emergência.

A proposta da Famurs sugere que a distribuição dos recursos considere a população total das regiões e o nível de comprometimento dos municípios:

  • Centro-Oeste (44 municípios) – R$ 52,46 milhões
  • Metropolitana (90 municípios) – R$ 282,17 milhões
  • Missioneira (78 municípios) – R$ 50,01 milhões
  • Norte (147 municípios) – R$ 56,77 milhões
  • Serra (49 municípios) – R$ 59,51 milhões
  • Sul (27 municípios) – R$ 56,31 milhões
  • Vales (62 municípios) – R$ 214,42 milhões

Os valores seriam repassados mediante apresentação de projetos e pactuação em nível macrorregional.

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Os investimentos ocorreriam entre 2025 e 2026, com foco na recuperação tecnológica dos serviços e no aumento da resiliência dos sistemas de saúde locais e regionais. A gestão da prestação de contas ficaria a cargo do Painel Transparente, ferramenta coordenada pelo governo do Estado com apoio da Famurs.

O governo estadual deverá apresentar uma contraproposta em até duas semanas.

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