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ESPECIAL ESG

Governança, inclusão e tecnologia para sustentar crescimento responsável da gigante Stihl

Em entrevista exclusiva, presidente da Stihl fala de como a multinacional conduz sua estratégia ESG

Publicado em: 28/11/2025 às 21h:50 Última atualização: 28/11/2025 às 22h:40
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Por anos, a palavra sustentabilidade poderia soar como tendência ou diferencial competitivo. No entanto, para uma gigante do setor industrial da região essa palavra foi transformada em lente estratégica. “Só quem se desenvolve continuamente e conduz a empresa sob princípios duradouros consegue atingir resultados sustentáveis. Somos uma empresa familiar, que consolidou este pensamento”, diz o presidente da Stihl, Cláudio Guenther.

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Projeto Escola de Diversidade deu à Stihl o prêmio Top Ser Humano ABRH do ano passado | abc+



Projeto Escola de Diversidade deu à Stihl o prêmio Top Ser Humano ABRH do ano passado

Foto: Divulgação

A companhia vem estruturando uma trajetória em ESG que combina governança rigorosa, cultura inclusiva e investimento consistente em inovação ambiental. Ele detalha que os pilares são: criar valores e promover orientação consistente para os clientes; liderança global; respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente; liderar o caminho com poder inovador; ser referência de desempenho e qualidade; autoconhecimento e orientação simultânea por meio do Código de Conduta.

Guenther explica que todas as ações da organização estão ancoradas em uma cultura corporativa global, consolidada ao longo de quase um século de existência. “Somos uma empresa que completará 100 anos em 2026, alicerçada nesses valores”, destaca.

Os pilares que sustentam essa governança incluem respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente, orientação ao cliente, liderança global, poder inovador e compromisso com desempenho e qualidade. Como parte de uma cultura corporativa aberta e de confiança, que promove o pensamento empreendedor e uma conduta responsável, o Código de Conduta é peça central.

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“Ele descreve como os colaboradores devem proceder de maneira correta e justa, tanto em suas interações uns com os outros, como com parceiros comerciais e clientes”. Como parte da identidade, o documento é a base para as ações, expressando convicções e valores fundamentais que orientam todos em situações cotidianas difíceis, nos ajudando a agir como uma empresa que respeita as leis vigentes ao redor do mundo. O canal de denúncias, por sua vez, garante o monitoramento de desvios e preserva relações de confiança.

A maturidade deste sistema levou a empresa a realizar, no ano passado, uma avaliação de maturidade ESG com consultoria externa.“O trabalho gerou um relatório de diagnóstico que contemplou o levantamento das principais iniciativas e ações direcionadas aos aspectos ESG, com classificação do estágio de maturidade”.

Guenther pontua que a governança se tornou uma estrutura que dá coerência e longevidade às práticas sustentáveis. “As principais lideranças foram ouvidas neste processo e foi promovido o benchmarking setorial para detecção de boas práticas aos temas mais relevantes para a empresa. Além disso, temos indicadores que também balizam o trabalho realizado mediante pilares estratégicos”.

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Presidente da Stihl, Cláudio Guenther | abc+



Presidente da Stihl, Cláudio Guenther

Foto: Divulgação

Inclusão que transforma ambientes e trajetórias

Se a governança é a base, a inclusão é um dos motores que impulsionam a cultura organizacional. Desde 2019, a empresa mantém o Programa de Diversidade, estruturado nos pilares Gênero, Raça e Etnia, LGBTQIA+ e Pessoas com Deficiência. Os avanços são concretos: ampliação de colaboradores negros e pardos, fortalecimento de lideranças femininas e ambientes mais acolhedores.

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“A Escola de Diversidade, uma das grandes conquistas do Programa Stihl, oferece um conjunto de treinamentos para capacitar colaboradores, especialmente as lideranças. O objetivo é que os líderes formados atuem como multiplicadores, incentivando a diversidade e conscientizando suas equipes sobre a importância do tema para as pessoas, a organização e a sociedade”, pontua. Ele revela que o trabalho rendeu à empresa o Top Ser Humano ABRH 2024.

A política inclusiva também aparece no investimento em educação e qualificação profissional. Da formação técnica em mecatrônica, realizada com o Senai, ao Programa de Estágio Desenvolver, passando pelo Projeto Estagiários de Nível Médio, criado para atender jovens em vulnerabilidade, a multinacional mantém uma série de iniciativas que conectam inclusão, geração de oportunidades e desenvolvimento comunitário.

A serviço da sustentabilidade ambiental

A sustentabilidade ambiental é o outro grande eixo da estratégia ESG da empresa. Para Guenther, o avanço depende de inovação contínua. “A Stihl vislumbra o futuro do negócio pelo prisma da sustentabilidade. Para isso, investe significativa e constantemente em projetos que potencializam uma produção cada vez mais limpa”, diz o presidente. Um dos marcos mais significativos está no telhado da fábrica de São Leopoldo, onde fica uma das maiores usinas fotovoltaicas instaladas sobre cobertura no Brasil. São mais de 2,1 mil painéis distribuídos em 21.600 m², com capacidade total de mais de 1 MW, a usina será capaz de gerar até 1,4 GWh por ano.

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Outra iniciativa de impacto é o abastecimento por biometano, gás de alta qualidade que é também um combustível renovável cuja matéria-prima é o resíduo extraído do lixo orgânico, em parceria com a Ultragaz, substituindo gás natural fóssil. “A implementação do projeto representa uma diminuição de 4.080 toneladas de CO2 anualmente. Com isso, aproximadamente, dois terços de todo gás consumido na Stihl será proveniente de fontes sustentáveis”.

Na gestão hídrica, o projeto de Reúso de Efluentes, que recebeu investimento de R$ 4 milhões, trata e reaproveita água utilizada no processo produtivo.“O objetivo da iniciativa é diminuir a dependência do abastecimento público de água potável por parte da empresa, além de promover uma economia de recursos naturais e financeiros”, salienta o gestor.

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Cuidado social

A enchente de 2024 na região colocou à prova a capacidade de resposta de empresas e instituições. Para Guenther, a experiência reforçou algo que a companhia já praticava: responsabilidade social não pode ser sazonal. “Em momentos de crise, é preciso redobrar a atenção, os esforços, a união e a colaboração para que superamos os desafios enquanto sociedade”, destaca. A combinação entre governança sólida, inovação ambiental e cultura inclusiva revela, segundo ele, o caminho que a empresa escolheu seguir, e que pretende aprofundar. “Há uma responsabilidade para desenvolvimento da comunidade em todos os momentos. E isso se faz qualificando a educação, gerando oportunidades e fortalecendo a economia.”

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