A detecção do vírus da gripe aviária em Montenegro pode ser um duro golpe para a economia local. A avicultura, conforme a prefeitura, está entre os principais geradores de empregos do município, envolvendo agricultura, comércio e indústria (que sozinha emprega aproximadamente 2,7 mil pessoas). Ao todo, são cerca de 520 aviários e 200 produtores atuando no ramo atualmente, sendo fundamentais também na arrecadação, especialmente de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Foto: Susana Leite/GES-Especial
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) contabilizados em 2023, Montenegro possuí 14,4 milhões de cabeças de galináceos (galinhas, galos, frangas, frangos e pintos). Esse número representa que o município do Vale do Caí possuí mais de 9% do rebanho total desses animais no Rio Grande do Sul.
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A magnitude desse dado fica ainda maior se levarmos em conta que o Rio Grande do Sul, conforme o próprio governo do Estado, era o terceiro maior produtor de aves do país em 2022. Já o Brasil era o quarto maior em participação do efetivo de aves no planeta.
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Prefeitura ainda avalia eventuais prejuízos
“Ainda não podemos nem precisar”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Vlademir Ramos Gonzaga, sobre os impactos que o vírus poderia causar na economia da cidade. De acordo com ele, uma reunião com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Governo do Estado será realizado na tarde desta sexta-feira.
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O objetivo deve ser tratar dos protocolos sanitários a partir de agora. “Estamos colocando todos os técnicos e equipamentos à disposição do Estado”, resumiu Gonzaga.