As cidades de Gramado e Canela estarão representadas na edição deste ano da Taça Brasil de Aéreos e Pole Sports. A competição nacional será realizada entre os dias 18 e 20 de julho, em Tubarão, Santa Catarina.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Unindo atletas amadores e profissionais de cinco Estados, as meninas da região estão preparadas para fazer bonito nas disputas. Apesar de anos praticando a lira artística, a maior parte das competidoras estará pela primeira vez em um campeonato. Natasha Cardoso, Letícia Marschner, Luíza Chaulet, Joaquina Cardoso, Alana Kunzler e Lívia Michaelsen, que têm entre 11 e 21 anos, terão coreografias inspiradas em personagens da Disney.
Quem incentiva o grupo e busca aperfeiçoar as técnicas é a professora Júlia Marschner. E a missão é conquistar troféus e medalhas e garantir vaga no campeonato mundial, organizado pela APS World League, que, neste ano, ocorrerá na Costa Rica.
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A lira artística é uma modalidade que faz parte das artes circenses. Os praticantes executam movimentos acrobáticos no aro, combinando giros e equilíbrios. As participantes irão se apresentar no sábado, dia 19. A competição inclui também pole artístico, tecido acrobático artístico e aerial pole artístico (pêndulo).
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As disputas terão transmissão on-line pelo canal do Youtube da Liga Brasileira de Aéreos e Pole Sports, a Libaps.
Ansiedade e expectativas
As atletas treinam entre duas a três vezes por semana, somando cerca de sete horas de aulas. Para a competição, terão pouco mais de três minutos para mostrar as habilidades. Como a divisão das categorias é por idade, competirão umas contra as outras. Por isso, Júlia procurou criar coreografias bem distintas para que cada uma possa destacar o seu melhor. Os ensaios começaram em março.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Para Alana, de 17 anos, participar da competição é uma oportunidade de ampliar seu currículo. Ela pretende se tornar profissional na área. Com quatro anos de experiência, além da lira, pratica também tecido, balé e jazz. A jovem comenta que está ansiosa para participar da primeira competição e brinca que até sonha com as apresentações.
Para controlar essa ansiedade em todas, Júlia convidou uma psicóloga para conversar com as alunas e dar dicas para essa preparação e de concentração. Com uma mescla entre acrobacias na lira e também passos em solo, o preparo físico é um dos principais requisitos das atletas.
Luíza, de 12 anos, conta que começou no universo artístico com 3 anos, quando ingressou nas aulas de balé. Depois, descobriu a lira e se apaixonou. Ela e a Letícia, também com 12 anos, competirão em dupla. Elas se conhecem há anos e falam da importância de criar uma conexão com a parceira.
“A lira em dupla é mais difícil porque você tem que contar e confiar no teu colega”, descreve Letícia. A adolescente é irmã da professora Júlia e iniciou na lira incentivada por ela.
Sonho de atuar no Natal Luz

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Sem nem imaginar que um dia poderia ganhar a vida com as artes, Júlia era pequena quando sonhava em participar do Natal Luz. Foi então que ela começou a fazer aulas no Programa de Artes Pedro Henrique Benetti, que é voltado à formação artística de moradores de Gramado.
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Júlia iniciou no programa em 2013 e permaneceu por seis anos, aprendendo diferentes técnicas. Logo no primeiro ano, realizou as audições e conseguiu integrar o elenco artístico do Natal.
Aperfeiçoando-se a cada ano, em 2021, ela começou a dar aulas particulares e, no ano passado, foi convidada para fazer parte do quadro docente do Programa de Artes.
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A professora reforça que percebe o crescimento da procura por aulas de lira e ressalta os benefícios da prática. “Desenvolve questões físicas, como alongamento, flexibilidade, força e consciência corporal. Mas também desenvolve a confiança, pois é necessário confiar em si mesmo quando se está lá no alto. E criamos vínculos, as meninas convivem juntas e se tornaram amigas”, atesta.
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