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AINDA NESSE SEMESTRE

Centro de Triagem de Animais Silvestres deverá inaugurar nos próximos meses em Gramado

Estrutura está em fase de organização, na Unidade de Conservação Parque dos Pinheiros

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 28/02/2025 às 08h:59 Última atualização: 28/02/2025 às 09h:00
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Trazer celeridade no atendimento prévio aos animais silvestres, vítimas de resgates, acidentes ou machucados pela região. O Centro de Recepção e Triagem de Animais Silvestres (Cetas) já está em fase de organização e montagem da estrutura.

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Parque dos Pinheiros abrigará o Cetas



Parque dos Pinheiros abrigará o Cetas

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial

O local escolhido para os cuidados e recuperação dos bichos é na Unidade de Conservação Parque Natural Municipal dos Pinheiros. O ponto funcionará 24 horas por dia e servirá de referência para outros 12 municípios, que são atendidos da Polícia Militar Ambiental (Patram).

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O novo centro irá receber, identificar, avaliar, marcar, triar, recuperar, reabilitar e destinar os bichos provenientes de resgates ou de fiscalizações realizadas pelos órgãos que compõem o Sistema Estadual de Proteção Ambiental (Sisepra).

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O protocolo de intenções foi assinado ainda em setembro do ano passado com o governo estadual e o convênio será inédito no Estado. “Todas as etapas foram cumpridas do protocolo de intenção, que era fazer a manutenção, começamos a trazer a mobília também. Já estamos com tudo listado e orçado, fizemos o levantamento de quais equipamentos serão necessários para o funcionamento”, diz a secretária de Meio Ambiente e Urbanismo, Cristiane Bandeira.

“Na nossa região a incidência é muito grande, temos eventualmente entrega voluntária de animais. A demanda, não apenas da Secretaria, mas como da Patram, é enorme. E sempre que acontece isso, acabamos tendo que se deslocar para Porto Alegre, perde-se um dia e às vezes o animal precisa de um atendimento mais urgente”, explica.

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O objetivo é que o convênio seja assinado em dois meses e que o Cetas entre em operação ainda neste semestre.

Proteção integral

O Parque dos Pinheiros é uma unidade de conservação desde 2020. “Como é uma área de proteção integral, ela não vai ter uma visitação desordenada e ilimitada, com ações de educação ambiental, preservação. E comporta ter um Cetas, pois muitas vezes quando fazemos solturas dos animais, fazemos nesse entorno, que é o habitat deles, é uma área de mais de 135 hectares”, coloca Cristiane.

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Estruturação

O convênio com o governo do Estado prevê repasses de R$ 110 mil ao mês ao Cetas. “Para que a gente possa fazer a compra mensal dos insumos, as manutenções com segurança, e também a contratação de estagiários, tratadores e médicos veterinários, que são os técnicos que atuarão dentro do centro”, justifica a secretária.

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O Parque dos Pinheiros já conta com edificações erguidas, construídas entre 2008 e 2012. A intenção é utilizar esses espaços, que já estão em fase de transformação para serem o Cetas.

O local contará com segurança através de câmeras, sala administrativa, sanitários e, inclusive, dormitórios. “Para os plantões e para os convênios com universidades, que tenham medicina veterinária, para trazer os alunos para cá”, diz o adjunto da pasta, Thiago Henkes. “Essa é uma finalidade, educação e pesquisa científica. Animais silvestres, por exemplo, têm parasitas e se consegue fazer uma gama grande de estudos”, completa.

Os animais terão também espaço para a triagem e quarentena. “Eles precisam ficar separados, avaliados. Pois podem passar entre as próprias espécies doenças ou parasitas durante o tratamento”, afirma Thiago.

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Casos sem complexidade terão cuidados e tratamento no centro

Ao todo, ao entrar em funcionamento, o Cetas terá capacidade para atender até 100 animais de forma simultânea. Conforme for a experiência, esse número poderá ser aumentado, pois o local contará com possibilidade de ampliação. Toda a organização do local foi aprovada pela Divisão de Fauna da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, ainda no ano passado.

“Os limitadores foram colocados para ver como ficará a parte operacional e também para que a gente possa ter depois o consórcio com outros municípios, pois daí devemos ter um atendimento bem maior”, coloca Cristiane. Em Gramado, apenas a pasta atendeu 500 animais em três anos. “E um resgate nem sempre é apenas um animal. Um gambá pode estar acompanhado de nove a 13 filhotes”, diz Henkes.

As gaiolas serão divididas conforme grupo, como mamíferos, aves e répteis. Uma das salas, no andar superior, poderá sertransformada em viveiro. “Eles não ficarão acomodados aqui, a ideia é dar fluxo, vazão”, coloca.

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“O gargalo dos municípios é deslocamento e atendimento emergencial. Se tu vai até Porto Alegre, são duas horas que ele fica aguardando e necessitando. Então faremos um emergencial e após se organiza se ele precisará de cirurgia ou algo mais especializado na capital”, frisa Henke. “Se for um animal que não necessite de algo mais complexo, poderá ser tratado e solto aqui.”

A ideia é ter áreas de soltura não apenas no parque, mas em todos os municípios conveniados.

Recursos e repasses

Até o momento, o Município não teve custos adicionais para a montagem do centro de triagem. “De uma forma geral, o Cetas terá um custo, de equipamentos específicos, de R$ 700 mil”, explica a secretária Cristiane.

Parque Natural Municipal dos Pinheiros abrigará o Cetas



Parque Natural Municipal dos Pinheiros abrigará o Cetas

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial

Uma licitação será aberta para a aquisição dos aparelhos. Para subsidiar os valores, poderão ser utilizados recursos do fundo estadual, do Meio Ambiente, assim como repasses do Ministério Público, que acompanha o processo de estruturação.

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