Nos últimos dias, os estudantes de Gramado foram comunicados que, o transporte universitário, até então gratuito aos usuários e pago 100% com recursos encaminhados pela prefeitura à União Gramadense de Estudantes (UGE), responsável por organizar as rotas, não será mais totalmente custeado pelo Executivo municipal. A medida levantou reclamações dos alunos que precisam se deslocar até outras cidades para estudar, devido aos custos que isso gerará.
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Foto: Reprodução/Divulgação
Conforme a nota enviada pela UGE ao grupo de cerca de 600 gramadenses, seria necessário cobrar uma mensalidade de R$ 150 – diferente da taxa que é paga semestralmente, no valor de R$ 100.
O caso tem gerado repercussão e revoltada dos estudantes, devido às dificuldades que serão enfrentadas com a medida. Enquanto alguns alunos poderão ter que cancelar disciplinas, outros estudam até mesmo trancar a matrícula em universidades.
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A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Gramado, para entender a medida aplicada e as motivações. Para custear o transporte universitário em 2026, o investimento necessário será de R$ 2,7 milhões.
“A administração municipal de Gramado reforça que o custeio do transporte universitário está sendo criteriosamente analisado, com foco na viabilidade técnica e financeira do serviço. Nos próximos dias, atendendo pedido do prefeito Nestor Tissot, a secretária de Educação, Simone Tomazelli Andreis, convocará uma reunião com a União Gramadense de Estudantes para dialogar sobre o tema e construir, em conjunto, uma solução equilibrada para a pauta”, afirma, em comunicado o Executivo municipal.
A nota encerra informando que “vale ressaltar que o subsídio de 100% dos custos do transporte universitário foi implantado na primeira gestão do prefeito Nestor Tissot e do vice-prefeito Luia Barbacovi (2009/2012), reafirmando o compromisso do Executivo com o incentivo à educação superior e a formação qualificada dos cidadãos gramadenses”.
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Entenda
A medida foi anunciada em um grupo de WhatsApp dos universitários, pela própria entidade, através de comunicado oficial. “Após tratativas mantidas entre esta entidade e o Município de Gramado, foi informado pela administração municipal que, em razão de queda na arrecadação pública verificada neste início de exercício financeiro, tornou-se necessária a adoção de medidas de adequação orçamentária, visando o equilíbrio das contas municipais”, afirma a nota.
Com a novidade, os alunos precisarão pagar R$ 150 por mês. “Assim, com o intuito de viabilizar a manutenção dos serviços e atividades prestadas pela UGE, e de modo a atender às condições orçamentárias apresentadas pelo poder público municipal, ficará estabelecida, em caráter provisório, a cobrança de um valor fixo correspondente a R$ 150 (cento e cinquenta reais) mensais por aluno”, coloca a entidade.
O comunicado, ainda, ressalta que tal medida possui natureza transitória e excepcional, “vigorando até a estabilização da arrecadação municipal, ocasião em que os valores serão reavaliados, conforme as condições financeiras então existentes”.
A medida foi anunciada na quinta-feira (22), em conjunto com a reabertura do cadastro dos estudantes para o primeiro semestre de 2026, que iniciou na segunda-feira (26).
Os usuários afirmam que, “caso até o retorno das atividades legislativas não haja uma solução para esta situação, convocaremos toda a comunidade acadêmica a fim de expressar coletivamente nossa indignação e solicitar apoio”.
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Um abaixo-assinado também será realizado pelos alunos.