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OUTUBRO ROSA

"Eu venci": Moradora de Gramado relata momentos de apreensão, mas a esperança ao encarar a luta contra o câncer de colo de útero

Esse é o 4º tipo mais comum de câncer entre as mulheres; confira

Mônica Pereira
Publicado em: 01/11/2025 às 11h:21 Última atualização: 01/11/2025 às 11h:21
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“Eu andava sem rumo e chorando pelos corredores do posto de saúde. É um susto quando a gente descobre a doença.” O relato de Cleonice da Silveira, de 41 anos, a faz recordar o dia 6 de novembro de 2024. Há quase um ano, ela recebeu o diagnóstico de câncer de colo de útero – o 4º tipo mais comum entre as mulheres.

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Cleonice da Silveira encarou a batalha contra o câncer de colo de útero



Cleonice da Silveira encarou a batalha contra o câncer de colo de útero

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

Com sangramentos recorrentes fora do ciclo menstrual, muitas cólicas e cansaço, ela procurou um médico. Com a realização de exames e da investigação, veio o diagnóstico que lhe tirou o chão. “Foi tudo muito assustador no início, porque a gente não sabe o que vai acontecer, mas eu sempre tive fé”, comenta.

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Com consultas sempre realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas unidades dos bairros Floresta e Centro, Cleonice fez o tratamento em Caxias do Sul e Porto Alegre. Foram dois meses de idas diárias para as sessões de quimioterapia, radioterapia e braquiterapia.

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Desde então, Cleonice precisou deixar o emprego. A vida mudou completamente e os dias foram difíceis, mas a esperança nunca a deixou. “Sempre fui muito saudável e essa doença foi realmente um susto”, diz. “Alguns dias a gente fica para baixo, chora. O tratamento em si nos debilita bastante, mas sabemos que é para melhorar. Eu contava muito com o apoio da minha família. Minha mãe, meu marido e meus filhos que me davam forças naquele momento”, recorda.

Com apenas o marido trabalhando, ela obteve suporte da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado. Os auxílios com gasolina e de alimentação são um alívio para as finanças da família. Uma outra ajuda também foi indispensável: as conversas com a psicóloga voluntária da entidade. “É muito bom quando a gente consegue colocar para fora um pouco do sofrimento. Me ajudou muito durante o tratamento”, pondera.

Com a doença em remissão, a expectativa é por realizar novamente os exames. “Tenho fé em Deus que isso não me pertence mais”, afirma Cleonice, que faz sessões regulares de fisioterapia e pratica musculação para minimizar as sequelas do tratamento.

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Natural do Paraná e há dez anos morando em Gramado, o projeto agora é tirar os planos que tinha do papel e voltar a trabalhar. “Eu sempre falava que ia lutar e fazer o que precisava ser feito. Segui todas as recomendações dos médicos e eu venci”, atesta.

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Fazendo a diferença na vida das pessoas

O trabalho da Liga Feminina é totalmente voluntário. A sede da entidade fica no complexo do lago Joaquina Rita Bier, na casinha rosa. O atendimento aos pacientes em tratamento é sempre nas terças-feiras, das 13h30 às 15h30.

Por meio desse trabalho beneficente é possível auxiliar com despesas de gasolina e medicamentos, além da entrega de kits de alimentação e higiene.

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A arrecadação de valores é realizada com eventos beneficentes e a venda de camisetas (R$ 50), guarda-chuva (R$ 70) e itens do brechó. Para quem quiser adquirir, há funcionamento da casinha também nas quartas e quintas, das 13h30 às 15h30. A entidade recebe doações em dinheiro, via Pix. A chave é ligadegramado@gmail.com.

Uma das voluntárias é a vice-presidente Marcinha Jucá, que integra o grupo desde 2020. Ela comenta que sempre gostou de atuar em prol do próximo e foi intensificando as ações. Para ela, o voluntariado exige dedicação e responsabilidade, mas é gratificante. “Precisamos continuar esse trabalho, porque sabemos que ele faz a diferença na vida dessas pessoas”, destaca.

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Campanha do Outubro Rosa

O fomento à campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero ocorre no mês de outubro. Apesar de chegar ao fim, o Outubro Rosa é um momento de alertar as mulheres sobre a importância do autocuidado.

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No caso do câncer de mama, há alguns sintomas que chamam atenção: nódulo (caroço) persistente na mama, no pescoço ou nas axilas; saída espontânea de líquido dos mamilos; lesão na pele da mama ou aspecto de casca de laranja; aumento progressivo da mama e mudança no formato do mamilo.

Já o câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente do HPV. O vírus é transmitido pelo contato sexual, presente na pele e nas mucosas. A recomendação para prevenção do Ministério da Saúde é a imunização contra o HPV, disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos, utilizar preservativo nas relações sexuais e realizar os exames preventivos, o papanicolau ou teste HPV.

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Em caso de algum dos sintomas, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima.

Mamografias a partir dos 40 anos

Desde setembro, o Ministério da Saúde afirma que está garantindo o acesso a mamografias no SUS a mulheres de 40 a 49 anos mesmo sem sinais ou sintomas de câncer. Essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença e a detecção precoce aumenta as chances de cura.

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Em Gramado, a Secretaria da Saúde afirma que as mamografias solicitadas a partir dos 40 anos já são realizadas há bastante tempo na cidade. Ainda, destaca que não há demanda reprimida no município. “Todas as pacientes são orientadas a realizar o preventivo anualmente e juntamente já se solicita a mamografia para o público-alvo. No mês de outubro, essas ações são intensificadas”, destaca a pasta.

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A Secretaria da Saúde de Canela também aponta que já realiza o rastreamento do câncer de mama nas mulheres a partir dos 40 anos. O exame é indicado para mulheres abaixo dessa faixa etária que apresentem histórico familiar de câncer de mama ou outros fatores de risco relevantes.

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