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EDUCAÇÃO

Hortas são aliadas do processo de aprendizagem dentro de escolas no interior de Gramado

Além das práticas de plantar e colher, recurso é utilizado para atividades em diferentes disciplinas; saiba mais

Mônica Pereira
Publicado em: 01/11/2025 às 12h:14 Última atualização: 01/11/2025 às 12h:14
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Repolho, cenoura, alface, brócolis, beterraba, couve, rúcula. É vasta a produção de verduras e legumes das hortas escolares de Gramado. As crianças colocam, literalmente, a mão na terra. Nesse processo do plantar até o colher, o recurso é utilizado para atividades em diferentes disciplinas e que auxiliam na aprendizagem desses pequenos.

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Alunos ajudam no cuidado com a horta da escola Padre Scholl, na Linha Carahá, no interior de Gramado



Alunos ajudam no cuidado com a horta da escola Padre Scholl, na Linha Carahá, no interior de Gramado

Foto: Mônica Pereira/GEs-ESPECIAL

Uma das hortas escolares mais antigas de Gramado é a da escola Padre Scholl, na Linha Carahá, no interior. Neste ano, a instituição celebra 64 anos e a horta também.

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Atualmente, as crianças de 4º e 5º anos são responsáveis por cuidar do local, junto com o servidor Lídio Vitorino. As atividades são propostas pela professora Elisabete Pistorello Dalanhol, especialmente nas disciplinas de Ciências e Matemática, e acompanhadas pela supervisora pedagógica Silvana Zanardi.



Mas o incentivo a uma boa alimentação não fica de fora, buscando fomentar o consumo de alimentos mais saudáveis em vez dos ultraprocessados. Como ficam diretamente envolvidos com os alimentos, os estudantes têm curiosidade de experimentar. E, na maioria das vezes, a experiência é positiva.

“A horta está aqui desde que a escola nasceu e tem passado de geração em geração. O nosso objetivo é utilizar ela da melhor maneira possível”, conta Elisabete, destacando que, inclusive, muitos pais dos atuais alunos tiveram a oportunidade de cuidar daquele espaço.

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Os alimentos cultivados são utilizados na merenda escolar e divididos entre os 57 alunos da escola de turno integral. Um dos exemplos que ficou na memória das crianças foi o bolo de laranja, com frutos colhidos de um pé que fica junto das salas de aula.

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“Para que eles fizessem o bolo, era preciso cumprir as medidas da receita, estimar quantas laranjas seriam necessárias para a quantidade de suco. Depois, utilizamos as frações para dividir o bolo”, conta a professora.

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Modernização dos processos de cultivo

A diretora da escola, Nara Lazaretti, adianta que a instituição está em busca de modernizar a horta. Um projeto foi protocolado para conseguir emendas impositivas da Câmara de Vereadores para construir uma horta hidropônica, um sistema de cultivo sem o uso de solo, utilizando uma solução nutritiva à base de água.

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“É um projeto-piloto que queremos implementar. Essa horta se mantém há muito tempo, mas precisamos estar atentos às novidades. Temos pais de alunos que fazem o cultivo de morangos assim e é uma maneira d

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Para ela, a horta é um legado iniciado pela mãe, Iracy Barreta, que atuou como diretora da escola por 53 anos. Dando continuidade a esse trabalho há 14 anos, quer envolver ainda mais os estudantes da escola. “Queremos que eles cultivem desde a semente”, aponta.

Ação tem envolvimento da Elisabete, Silvana e Nara



Ação tem envolvimento da Elisabete, Silvana e Nara

Foto: Mônica Pereira/GEs-ESPECIAL

Construída a partir de uma brizoleta, a instituição foi sendo ampliada ao longo dos anos. Conforme Nara, há a expectativa de receber mais 20 estudantes, já a partir do ano que vem. “Estamos com uma estrutura muito boa e o quadro de colaboradores completo. As crianças vão para a Vila Olímpica para participar de oficinas e temos toda essa parte de sustentabilidade que a gente trabalha aqui”, complementa a diretora.

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Horta retomada a partir de matéria do JG



A escola rural Carlos Barbosa, na Linha Quilombo, também tem uma horta escolar. Depois de ser desativada por alguns anos, uma matéria do projeto Jornal na Sala de Aula, no Jornal de Gramado, despertou o interesse em retomar o trabalho. A iniciativa foi da professora Tatiele Domingos Kissmann, com acompanhamento pedagógico da supervisora Silvana.

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Segundo ela, despertar nas crianças o interesse pelo cultivo e pela alimentação saudável é uma forma de valorizar o contato com a natureza e o trabalho coletivo. “As propostas desenvolvidas buscam integrar o cuidado com a horta às práticas de leitura, escrita e observação do meio ambiente, incentivando a autonomia, a responsabilidade e o espírito de colaboração entre os alunos do pré ao 2º ano”, detalha.

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