Um caso de agressão na frente da escola estadual David Canabarro, em Gramado, está sendo apurado por órgãos de segurança e de proteção à criança e ao adolescente.
“Vamos dar nosso melhor”: Atletas da base do Gramadense se desafiam e encaram clubes da elite do futebol nacional

Foto: Reprodução/Facebook
Uma mulher, que pediu para não ser identificada com medo de sofrer retaliações, conta que foi agredida com tapas no rosto, depois de denunciar a professora de seu filho, de 7 anos, por má conduta profissional.
A família se mudou para Gramado em julho deste ano e o menino, que possui diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), estava há poucas semanas frequentando a instituição. Contudo, a mulher reforça que, desde os primeiros dias de aula, a criança sofria com xingamentos e gritos, o que lhe gerava crises.
EDUCAÇÃO: Gramado desenvolve projetos para fortalecer alfabetização e criançada aprende brincando
“Ele sempre estudou e nunca teve nenhum problema, mas não queria mais ir para a escola. Mesmo depois de três semanas relatando o que ele estava sofrendo e denunciando para a direção, a professora não mudou a conduta. Não é comum uma professora ficar gritando e negligenciar os alunos”, pondera a mulher, que levou o caso até a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), em Caxias do Sul.
Para apurar as denúncias, a 4ª CRE optou por afastar a professora da turma. Em decorrência disso, conforme a mulher, ela foi agredida na frente da escola pela mãe de um outro aluno – de uma sala diferente da que o filho estudava. Após discussões verbais, ela frisa que foi atingida no rosto e ficou com hematomas.
OPORTUNIDADE: Gramado se prepara para lançar dois concursos públicos até 2026
Um boletim de ocorrência foi confeccionado na Polícia Civil e o caso foi levado ao Conselho Tutelar e Defensoria Pública. O menino foi transferido de instituição.
“Ele sofreu um preconceito enorme e traumas que são irreparáveis. Eu não quero que isso aconteça com outras crianças. É uma falta de preparo do Estado, porque se levanta a bandeira da inclusão, mas não há isso na prática”, declara. “Precisamos de conscientização e que os profissionais estejam, de fato preparados”, complementa a mulher, ressaltando a importância de câmeras de segurança dentro das salas. “Vai proteger os dois lados”, diz.
Apuração do caso
A coordenadora adjunta da 4ª CRE, Jaqueline Bernardi, destaca que houve o afastamento da professora por alguns dias para apurar as denúncias, mas que se constatou que não houve nenhuma má conduta por parte da profissional. Logo depois, ela retornou às atividades normalmente.
“Inclusive, tivemos uma reunião na escola com os psicólogos da 4ª CRE, mediadora do núcleo de conflitos e o Conselho Tutelar e a mãe não se fez presente”, argumenta.
ATO HISTÓRICO: Assembleia Legislativa aprova por unanimidade projeto de lei que prevê doação do Parque do Palácio para Canela
Em nota, o Conselho Tutelar de Gramado afirma que o caso é tratado em sigilo, por envolver uma criança. “Nosso trabalho é pautado na proteção integral e no melhor interesse da criança e do adolescente. A atuação é fiscalizada e acompanhada pelo Ministério Público, assegurando a correta aplicação das medidas de proteção”, cita o órgão.
LEIA TAMBÉM