O vereador mais votado de Gramado nas últimas eleições, Rafael Ronsoni (PP), vai deixar a Câmara de Vereadores. A partir do dia 5 de janeiro de 2026, ele assumirá o cargo de chefe de Gabinete do prefeito Nestor Tissot (PP).
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Com a saída do parlamentar do Legislativo e como o partido não possui mais nenhum suplente para assumir a cadeira, a Câmara seguirá o trabalho com oito e não nove vereadores. Os eleitos progressistas Jeferson Moschen, Lucas Roldo e Carlos Foss também estão ocupando cargos no Executivo.
“É um fato inédito na cidade. Nós consultamos toda a legislação eleitoral, que nos sinaliza que pode ficar com um vereador a menos”, comenta o prefeito.
Segundo Nestor Tissot, a decisão é estratégica, pois diversas obras começarão a ser executadas na cidade e é necessário alguém que se dedique integralmente a esse trabalho de fiscalização dos serviços. “O Rafael vai vir para somar também nos projetos de reconstrução da cidade. Ele tem experiência em obras e vai poder nos ajudar muito”, salienta.
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Para 2026, a ideia do prefeito é que os trabalhos iniciem para a retirada da fiação elétrica no trecho dos arcos, na Avenida das Hortênsias, e também entre a Praça das Bandeiras e a Rua Torta. Os projetos preveem que a fiação nesses locais seja totalmente subterrânea.
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“O Rafael sempre trabalhou comigo no Executivo e fez um trabalho muito importante na Secretaria de Obras, principalmente. Na gestão passada, quando a gente estava com dificuldades financeiras, eu pedi para ele assumir a Secretaria de Agricultura junto e ele assumiu. Nós economizamos. Eu não tinha preenchido ainda o cargo de chefe de Gabinete, que estava sendo ocupado pelo vice-prefeito Luia sem remuneração. Então, procurei fazer a minha parte em termos de economia. Mas a gente percebe que o município está voltando à normalidade e tem necessidades imensas de projetos para serem colocados em prática”, aponta o prefeito.
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Até então, quem estava fazendo essa atuação de chefe de Gabinete era o vice-prefeito Luia Barbacovi (PP). Nestor diz que ele continuará com o papel de atender as pessoas e de o representar quando necessário.
“Vou me esforçar ao máximo”
“Nós temos um município grande, com uma prefeitura com dois mil funcionários, uma Câmara ativa e uma comunidade que cobra. Vivemos em uma cidade turística que não dorme. Vendo essa necessidade, aceitei o convite, porque o cargo precisa de alguém com experiência e que entenda o que o prefeito quer”, enfatiza Rafael, ao complementar que conhece Nestor há mais de 30 anos.
Para o parlamentar eleito, continuar no Legislativo lhe traria mais benefícios políticos. “Eu entendo que vai ser o melhor para a comunidade e vou conseguir desenvolver esse trabalho. Neste momento, pensei no contexto e não somente em mim”, diz.
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“Eu vou assumir o cargo, mas caso eu não atinja o objetivo da comunidade, sou o primeiro a pedir para voltar à Câmara. Mas vou me esforçar ao máximo para poder apresentar soluções para a nossa cidade”, finaliza.
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