Com o objetivo de monitorar a poluição causada pelo lixo no mar e na faixa de areia do litoral norte, o projeto Praia de Plástico, coordenado pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Litoral, realiza um acompanhamento mensal nas praias de Tramandaí e Imbé. O estudo busca compreender o comportamento e a quantidade de resíduos inorgânicos descartados nesses locais.
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Foto: Laura Rolim/GES-Especial
No início de fevereiro, a equipe do projeto realizou o segundo monitoramento de 2025. Para quantificar o lixo encontrado, os pesquisadores delimitam um perímetro de 100 metros na praia com bandeirinhas. Dentro dessa área, o grupo coleta materiais inorgânicos, que são triados e descartados corretamente.
Segundo o professor e coordenador do projeto, Gerson Fernandino, os itens mais encontrados são canudos, tampinhas de cerveja e bitucas de cigarro. “O lixo é separado por categorias, como nível de degradação, rótulos que indiquem as marcas dos produtos e demais fragmentos”, explica.
Densidade dos itens
Como o monitoramento ocorre mensalmente, os pesquisadores conseguem calcular a densidade de itens por metro quadrado e analisar se há variação ao longo do tempo. Dessa forma, é possível categorizar e compreender as fontes de origem dos resíduos.
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“É um projeto com cunho científico, em que procuramos compreender a quantidade de lixo e o que está causando a poluição. Para, eventualmente, caso algum prefeito ou gestor se mostrar interessado em resolver o problema, a gente consiga apontar as áreas para ação”, ressalta Fernandino.
O projeto está prestes a completar um ano e, de acordo com o coordenador, alguns dados já foram analisados. Entre as descobertas, os pesquisadores constataram que o inverno, ao contrário do esperado, foi o período em que mais encontraram lixo na praia. Isso ocorre porque a ressaca do mar contribui para o aumento da quantidade de resíduos. Além disso, mais de mil bitucas de cigarro foram recolhidas ao longo dos monitoramentos.