A conhecida atriz, modelo e empresária, Luiza Brunet, que também se destaca por sua atuação como ativista dos direitos humanos, esteve em Esteio nesta quarta-feira (11).
Embaixadora da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência das Nações Unidas (ONU) responsável por promover a migração segura, ordenada e digna, ela veio para conhecer de perto o trabalho realizado no Centro Permanente de Acolhimento a Refugiados e Imigrantes (Capir). O espaço, que fica na Rua Santana, 844, bairro Olímpica, inaugurado em 2022, funciona como uma casa de passagem e auxilia pessoas migrantes a recomeçarem suas vidas no Município.
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Foto: Rosiele de Mello/Prefeitura de Esteio
“Exemplo para outros municípios”
Durante a visita ao local, Luiza percorreu as instalações, conversou com acolhidos e elogiou tanto a estrutura quanto a relevância do serviço prestado à população migrante em Esteio. “Foi muito importante conhecer essa estrutura tão bem organizada, que serve de exemplo para outros municípios. O apoio aos migrantes, ouvindo suas histórias e ajudando-os a conseguir trabalho, moradia e dignidade, faz toda a diferença” afirmou a embaixadora. “O que acontece no Capir mostra que, com dedicação e cuidado, é possível transformar vidas”, destacou.
Luiza disse que a migração é um movimento constante e que é preciso entender, respeitar e garantir direitos iguais para todos. “Quero também parabenizar a primeira-dama e o prefeito de Esteio pelo carinho e respeito demonstrados. Isso é fundamental para um trabalho verdadeiramente humanitário”, disse.
Recepção na Prefeitura
A agenda da comitiva da OIM iniciou-se no Salão Nobre da Prefeitura, onde representantes da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (SMCDH) apresentaram as políticas públicas locais e detalharam o processo de acolhimento realizado pela cidade. Migrantes e refugiados também participaram da atividade, dando relatos do atendimento recebido.
Em sua fala, o prefeito Felipe Costella lembrou do pioneirismo de Esteio, que se tornou referência nacional no acolhimento humanizado aos migrantes e refugiados. “Eles bateram à porta da sociedade, e Esteio foi um dos primeiros municípios a abri-la. Por isso, nos tornamos referência e case de sucesso. Temos muito orgulho do trabalho que realizamos aqui e das milhares de pessoas atendidas pelos nossos equipamentos públicos”, destacou.
De acordo com a coordenadora de projetos da OIM, Patrícia Siqueira, Esteio foi escolhida para receber a visita justamente pelo trabalho estruturado que realiza, sendo considerada uma referência em gestão e governança migratória no Estado. “A cidade é um exemplo que pode inspirar outros municípios nesta pauta da migração. Já temos uma parceria há algum tempo com Esteio, e por isso escolhemos este local para a visita”, afirmou.
Cerca de 250 pessoas já passaram pela instituição
Mantido pela Prefeitura de Esteio por meio da SMCDH em parceria com a Associação Vivendo Atos 29, o Capir acolhe, por tempo determinado, migrantes em situação de vulnerabilidade, oferecendo apoio social, alimentação, acesso a serviços públicos, encaminhamentos ao mercado de trabalho e inclusão de crianças na rede municipal de ensino.
Desde sua inauguração, em abril de 2022, cerca de 250 pessoas já passaram pela instituição, o que dá cerca de 60 famílias. Atualmente, são 32 pessoas acolhidas, sendo que 26 entraram apenas em 2025.
Também participaram das atividades, a primeira-dama de Esteio, Gabriela Fidellis; o assessor sênior para Vias de Migração Regular nas Américas Central, do Sul e Caribe da OIM, Juan Espinosa; o diretor global de Parcerias com o Setor Privado da OIM, Juan Quinteiro; o chefe de Missão da OIM Brasil, Paolo Caputo; a chefe de Programas da OIM no Brasil, Michelle Barron; e a enviada especial do diretor-geral para Vias de Migração Regular, Serena Hoy.
Mais de 1,4 mil migrantes na cidade
O trabalho de Esteio junto aos migrantes recebeu mais atenção e destaque após a chegada de 224 venezuelanos à cidade, em 2018, num processo de interiorização com pessoas daquele país realizado pelo Governo Federal. O município acolheu os beneficiários e os encaminhou para iniciar uma nova vida no Brasil.
As ações esteienses receberam diferentes reconhecimentos e foram base para a criação da Política Municipal de Acolhimento a Refugiados e Imigrantes de Esteio (Lei Municipal nº 7.517/2020).
De acordo com mapeamento feito pela SMCDH, no final de 2024 Esteio contava com 1.430 migrantes/refugiados residindo na cidade. A maioria (1.298) da Venezuela (90,77%). Logo em seguida, eram 68 refugiados de Cuba (4,75%), seguidos de 30 migrantes do Peru (2,09%). Além destes, Esteio abrigava angolanos, argentinos, colombianos, dominicanos, senegaleses, uruguaios, um chileno e um haitiano.
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Cadastro permanente
O migrante/refugiado que não está no cadastro da SMCDH pode entrar em contato com o Espaço Mundo (Rua Eng. Hener de Souza Nunes, 150 – subsolo), de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h. O atendimento também poderá ser realizado pelo WhatsApp (51) 3433-8174.