O retorno às salas de aula da rede estadual, previsto para a próxima semana, ocorrerá durante o novo pico de temperaturas extremas causado pela onda de calor que está sobre o RS desde o começo de fevereiro. Marcas ao redor ou acima dos 40°C são esperadas em diversas áreas do Estado entre a segunda (10) e a terça-feira (11), o que inclui a grande Porto Alegre e até o litoral gaúcho.
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Foto: Pixabay
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Conforme os meteorologistas, a maioria dos municípios do RS registrará máximas acima dos 35°C, com previsão de 40°C para o oeste, o sul, o centro e os vales. No interior, haverá pontos onde, na sombra, as temperaturas atinjam entre 42°C e 44°C.
As projeções alertam para condições de temperatura, não só dentro das salas de aula, mas no caminho de ida ou volta às escolas. Em publicação na tarde desta sexta-feira (7), a MetSul Meteorologia salientou a falta de refrigeração nos espaços públicos o que pode fazer com que crianças e servidores tenham mal-estar durante as atividades.
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A empresa de meteorologia exemplificou que, diante de fenômenos extremos, outras regiões brasileiras e países, como Argentina, México, os Estados Unidos e as Filipinas, suspenderam as aulas em meio às altas temperaturas.
“É dever das autoridades zelar pela segurança e a saúde funcional dos frequentadores e trabalhadores de estabelecimentos de ensino e outros ambientes públicos de trabalho, o que entendemos não se pode garantir em prédios absolutamente despreparados para enfrentar marcas extremas de temperaturas e que poucas vezes são registradas”, diz a MetSul.
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Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) reiterou que não haverá alteração no cronograma escolar na rede estadual. Sendo assim, as aulas devem começar na próxima segunda-feira (10).
A pasta informou que “está atenta aos alertas e orientações da Defesa Civil estadual e, por meio das coordenadorias regionais de educação, acompanha as condições de atendimento nas escolas, tendo como prioridade a segurança dos alunos e profissionais da educação”. “Ainda, a secretaria está reforçando a orientação de medidas preventivas, como hidratação constante, para o começo do ano letivo.”
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Além da empresa de meteorologia, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) manifestou descontentamento com a decisão da Seduc e fez duras críticas à nota da pasta: “Diante desse cenário preocupante, a grande solução apresentada pela Seduc foi uma recomendação para que estudantes e educadoras(es) se hidratem. Sim, a resposta do governo para enfrentar a maior onda de calor desde 1910 resume-se a um singelo ‘bebam água’. Como se a ingestão de líquidos fosse suficiente para compensar salas de aula sem ventilação, sem ar-condicionado e com temperaturas insuportáveis. Fica a dúvida: o próximo passo será recomendar que cada um leve um leque de casa?”
Na manhã desta quinta-feira (6), em reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o CPERS solicitou sensibilidade do governo diante do caos causado pela crise climática que assola nosso estado. O início do ano letivo, previsto para a próxima segunda-feira (10),… pic.twitter.com/gpaB6eDIGs
— CPERS (@CPERSoficial) February 7, 2025
Perigo extremo para onda de calor
O Rio Grande do Sul também está em alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Se até a última quarta-feira (5), o aviso era de perigo potencial (laranja), o novo alerta, emitido no mesmo dia, é de perigo extremo para o fenômeno até as 20 horas da próxima segunda-feira. No sábado (8), se inicia outro, desta vez laranja, para regiões como o litoral e a metropolitana.

Foto: Inmer
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