Setembro começou com a atuação de dois fenômenos que causaram impacto no Rio Grande do Sul.
Enquanto um ciclone extratropical se formou no Centro da Argentina, um raro e enorme centro de alta pressão forma “uma barreira” e protege o Estado de danos como os registrados na segunda quinzena de agosto, quando outro sistema se formou no continente.
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Foto: MetSul
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A combinação dos fenômenos causou fortes rajadas de vento nesta segunda-feira (1º). Assim como no dia 20 de agosto, Rolante foi a cidade que registrou as maiores rajadas, com 93 km/h, seguido de Soledade, com 88 km/h, e Teutônia, com 77 km/h. Os dados, divulgados pela MetSul Meteorologia, são de estações automáticas particulares.
Já dados das estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicaram que as maiores rajadas em Rio Grande e Soledade, de 75 km/h.
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Em Porto Alegre, como os modelos já indicavam anteriormente, o vento não foi tão intenso. Na estação do Jangadeiros, no sul da capital, a maior rajada até o começo da tarde foi de 42 km/h, e no domingo (31), quando ventou mais, de 44 km/h.
Vento continua?
Conforme o meteorologista Luiz F. Nachtigall, as rajadas devem permanecer por algumas horas.
“Vento forte a muito forte afetará ainda na tarde e noite de hoje [segunda] a parte leste do Estado, afetando quase toda a faixa litorânea, a Lagoa dos Patos e seu entorno, e ainda a região de Pelotas”, explica. As rajadas devem ficar, em média de 50 km/h a 70 km/h, mas podem alcançar até 80 km/h e marcas superiores na costa.
Também é esperado vento forte ainda nas elevações entre o Planalto e a Serra como nos topos dos morros do vales.